Pular para o conteúdo

Conceitos / Formação do Brasil / Classes no Brasil

Classe dominante

Em poucas palavras

Classe dominante é a classe que possui os meios de produção e, por isso, domina o Estado; no capitalismo, é a burguesia. Para Armando Boito Jr., ela se divide em frações, como o grande capital financeiro e a grande burguesia industrial e agrária, e o Estado organiza a hegemonia de uma delas. No Brasil, ela passou dos senhores de escravos à burguesia associada ao capital estrangeiro.

Eixo e tema
Formação do Brasil · Classes no Brasil
Obra principal
Manifesto do Partido Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels

Explicação

Quem é a classe dominante

Classe dominante é a classe que possui os meios de produção e, por isso, domina o Estado e a vida da sociedade. Numa nota de 1888 ao Manifesto Comunista, Engels definiu a burguesia, a classe dominante do capitalismo, como a classe dos capitalistas modernos, donos dos meios de produção social e empregadores de trabalho assalariado. O Manifesto diz que a burguesia concentrou a propriedade em poucas mãos e conquistou a dominação política exclusiva no Estado representativo moderno, cujo poder é uma comissão que administra os negócios comuns de toda a classe burguesa. (Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, §§ 12 e 23 e nota de Engels à edição inglesa de 1888)

Uma classe dividida em frações

Armando Boito Jr., seguindo Nicos Poulantzas, chama de bloco no poder a unidade contraditória da burguesia organizada como classe dominante. A unidade vem do interesse comum de todos os capitalistas em manter a propriedade privada dos meios de produção e em que a força de trabalho continue a ser uma mercadoria. A contradição vem das frações em que a burguesia se divide, conforme a fase do capital em que atua, isto é, dinheiro, produção ou comércio, o tamanho das empresas e a ligação com a economia internacional. (Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 54)

Para Boito, o Estado burguês organiza a dominação de toda a burguesia e, ao mesmo tempo, a hegemonia de uma das frações, cujos interesses passam na frente dos das outras. Por isso, ele lê as brigas em torno da política econômica como disputas entre os interesses das frações. Boito usa também o conceito de burguesia interna, de Poulantzas, para a fração que fica entre a burguesia compradora, mera extensão dos interesses imperialistas, e a burguesia nacional, que em alguns movimentos de libertação chegou a enfrentar o imperialismo. (Boito Jr., A burguesia no governo Lula, pp. 53 a 55)

A classe dominante na história do Brasil

No Brasil colônia e no Império, a classe dominante era formada pelos latifundiários escravistas, que, segundo Florestan Fernandes, lido por Carlos Nelson Coutinho, ainda não se moviam pela lógica do capital. Jacob Gorender conta que, na Independência, essa classe dominante escravista queria um Estado todo seu e que só o teve por completo em 1831, com a abdicação de Pedro I. (Coutinho, Marxismo e "imagem do Brasil" em Florestan Fernandes, § 8; Gorender, Liberalismo e escravidão, §§ 13 e 14 da página do MIA)

Décio Saes mostra que, depois da revolução política burguesa de 1888 a 1891, a hegemonia ficou primeiro com a burguesia comercial-exportadora, uma fração ainda pré-capitalista da classe dominante, que tinha no PRP a sua representação e reunia comissários de café, exportadores e bancos. Seguiram-se, para ele, uma crise de hegemonia, a hegemonia da burguesia associada ao capital estrangeiro e a da burguesia interna, e a composição desse bloco das classes dominantes explica os limites das democracias da República. Gorender acrescenta que a classe dos latifundiários do pós-Abolição viveu sobretudo da renda da terra e só em segundo lugar do lucro capitalista. (Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, pp. 1 e 8; Gorender, O conceito de modo de produção e a pesquisa histórica, § 63)

Florestan escreveu em 1981 que a composição das classes possuidoras e dominantes mudou, mas manteve a mentalidade de uma elite dirigente senhorial e colonial, que tratava os problemas sociais como casos de polícia. Para ele, na fase imperialista do capitalismo a burguesia nacional e a estrangeira têm uma relação siamesa, e a economia brasileira foi multinacionalizada pela cooperação entre capitalistas, militares e burocratas brasileiros e a burguesia mundial. (Fernandes, O que é revolução?, pp. 77 e 78)

Como ela se organiza para mandar

A Comissão Nacional da Verdade apurou que o grande setor privado nacional e estrangeiro teve papel decisivo na conspiração que derrubou João Goulart, em 1964, por meio das associações de classe e de duas entidades articuladas, o IBAD e o IPES. Segundo Demian Bezerra de Melo, René Dreifuss mostrou que o IPES agiu como um verdadeiro partido político do capital multinacional e associado e que os seus quadros ocuparam, depois do golpe, os ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Indústria e Comércio. (Comissão Nacional da Verdade, Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v, p. 316; Melo, Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente, p. 43)

Boito mostra a mesma classe na privatização das estatais no modelo neoliberal, quando menos de cem grandes grupos econômicos, como Votorantim, Gerdau, Itaú, Bradesco e empresas estrangeiras de telefonia, ficaram com quase todas as estatais leiloadas. Ele chama esse grupo de cúspide, isto é, o topo do capitalismo brasileiro, e lembra que a média burguesia ficou de fora dos leilões. Boito cita ainda um levantamento do Banco Central, publicado pela Folha de S.Paulo, segundo o qual os cinco maiores bancos ficaram com 69% de todo o lucro do sistema bancário no primeiro trimestre de 2005. (Boito Jr., A burguesia no governo Lula, pp. 56 a 58)

A concentração da renda

Em 2024, segundo o IBGE, o 1% da população com maiores rendimentos recebia em média R$ 21.767 por pessoa da família, 36,2 vezes o que recebiam os 40% com menores rendimentos. O IBGE ordena as pessoas pelo rendimento da família, somando o trabalho e as outras fontes, enquanto o Manifesto define a burguesia pela propriedade dos meios de produção e pelo emprego de trabalho assalariado. (IBGE, PNAD Contínua, pp. 9, 13 e 14; Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, nota de Engels à edição inglesa de 1888)

Classe dominante, classes sociais e bloco histórico

O Manifesto descreve as sociedades de classes como oposição entre opressores e oprimidos, como homem livre e escravo ou barão e servo, e chama de classe dominante a burguesia do seu tempo. Jacob Gorender lembra que, para Gramsci, as instituições da sociedade civil buscam o consenso das outras classes, que formam com a classe dominante um bloco histórico. Já o bloco no poder, no uso de Boito, reúne só as frações da própria burguesia. (Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, §§ 2 e 51; Gorender, Coerção e consenso na política, § 31; Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 54)

No Brasil

Classe dominante no Brasil

Na conspiração que derrubou João Goulart em 1964, o grande setor privado nacional e estrangeiro teve papel decisivo por meio do IPES e do IBAD, segundo a Comissão Nacional da Verdade; René Dreifuss, lido por Demian Bezerra de Melo, viu no IPES um partido político do capital multinacional e associado. (Comissão Nacional da Verdade, Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v, p. 316; Melo, Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente, p. 43)

Confusões comuns

Para se aprofundar

Principal
  • MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Trad. José Barata-Moura. Lisboa: Editorial Avante!, 1997. Onde ler: cap. 1, §§ 2, 12, 23 e 51 e nota de Engels à edição inglesa de 1888.

    “ela conquistou por fim, desde o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, a dominação política exclusiva no moderno Estado representativo. O moderno poder de Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa.”

    cap. 1, § 12

    Ler grátis: Manifesto do Partido Comunista ↗Ficha da obra: Manifesto do Partido Comunista

Complementar
De onde vem cada afirmação desta página (23)
  • FatoSegundo levantamento do Banco Central publicado pela Folha de S.Paulo, os cinco maiores bancos do país responderam por 69% de todo o lucro do sistema bancário no primeiro trimestre de 2005, e os dez maiores, por 83%.Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 58
  • Interpretação · Armando Boito Jr.No contexto da teoria marxista do Estado, o conceito de bloco no poder, de Nicos Poulantzas, designa a unidade contraditória da burguesia organizada como classe dominante; a unidade vem do interesse do conjunto dos capitalistas nas condições gerais de reprodução do capitalismo, a manutenção da propriedade privada dos meios de produção e a reprodução da força de trabalho como mercadoria.Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 54
  • Interpretação · Armando Boito Jr.Os capitalistas se distribuem em setores que podem constituir frações de classe com interesses específicos, conforme as fases do ciclo de reprodução do capital (capital dinheiro, produtivo e comercial), o poderio econômico das empresas (grande, médio e monopolista) e as relações das empresas com a economia internacional (origem do capital e destino da produção).Boito Jr., A burguesia no governo Lula, pp. 54 e 55
  • Interpretação · Armando Boito Jr.O Estado burguês organiza a dominação de classe da burguesia ao mesmo tempo em que organiza a hegemonia de uma fração burguesa, priorizando os seus interesses específicos; o conflito em torno da política econômica é uma disputa política entre interesses contraditórios.Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 55
  • Interpretação · Armando Boito Jr.O conceito de burguesia interna, de Poulantzas, indica a fração da burguesia em posição intermediária entre a burguesia compradora, mera extensão dos interesses imperialistas, e a burguesia nacional, que em alguns movimentos de libertação nacional do século XX assumiu posições anti-imperialistas.Boito Jr., A burguesia no governo Lula, p. 53, nota 2
  • Interpretação · Armando Boito Jr.Menos de cem grandes grupos econômicos apoderaram-se da quase totalidade das empresas estatais leiloadas, como os grupos Votorantim, Gerdau e Vicunha, os bancos Itaú, Bradesco e Unibanco e empresas estrangeiras de telefonia, a cúspide do capitalismo brasileiro; a média burguesia ficou excluída dos leilões pelas regras do Estado.Boito Jr., A burguesia no governo Lula, pp. 56 e 57
  • FatoNa conspiração que culminou na deposição do presidente João Goulart, o papel do grande setor privado nacional e estrangeiro foi decisivo, por meio da mobilização das associações de classe e de novas entidades, entre as quais o IBAD e o IPES, que agiram de forma articulada.Comissão Nacional da Verdade, Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v, p. 316
  • Interpretação · Florestan Fernandes, segundo Carlos Nelson CoutinhoO Brasil, nas épocas colonial e imperial, não era capitalista, e a sua classe dominante, formada pelos latifundiários escravistas, não se movia por uma lógica capitalista, mas por outra racionalidade.Coutinho, Marxismo e "imagem do Brasil" em Florestan Fernandes, § 8
  • Interpretação · Friedrich EngelsPor burguesia entende-se a classe dos capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social e empregadores de trabalho assalariado.Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, nota de Engels à edição inglesa de 1888
  • Interpretação · Florestan FernandesA composição das classes possuidoras e dominantes alterou-se, mantendo-se a mentalidade de elite dirigente organicamente senhorial e colonial, empenhada em tratar os problemas sociais como casos de polícia.Fernandes, O que é revolução?, p. 77
  • Interpretação · Florestan FernandesBurguesia nacional e burguesia externa têm uma relação siamesa e não são mais divididas e opostas quando o capitalismo atinge o seu apogeu imperialista; a economia brasileira foi multinacionalizada com a cooperação organizada entre capitalistas, militares e burocratas brasileiros e a burguesia mundial.Fernandes, O que é revolução?, p. 78
  • Interpretação · Jacob GorenderPara Gramsci, a sociedade civil é o âmbito em que se movem as instituições destinadas a obter o consenso das outras classes sociais que formam com a classe dominante o bloco histórico que dá estabilidade à formação social, como a Igreja, os partidos, os sindicatos, as escolas e a imprensa.Gorender, Coerção e consenso na política, § 31
  • Interpretação · Jacob GorenderNa Independência, plantadores e comerciantes reivindicavam ter o seu próprio Estado; a classe dominante escravista queria um Estado todo dela, e o Estado só se nacionalizou de fato em 1831, com a abdicação de Pedro I, quando ficou compatível com os interesses da classe dominante brasileira.Gorender, Liberalismo e escravidão, §§ 13 e 14 da página do MIA
  • Interpretação · Jacob GorenderA classe dominante latifundiária pós-escravista teve a sua base econômica, em primeiro lugar, na renda da terra e, secundariamente, no lucro capitalista.Gorender, O conceito de modo de produção e a pesquisa histórica, § 63
  • FatoEm 2024, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita do 1% da população com maiores rendimentos foi de R$ 21.767, 36,2 vezes o dos 40% com menores rendimentos; o dos 10% com maiores rendimentos foi 13,4 vezes o dos 40% com menores rendimentos.IBGE, PNAD Contínua, pp. 13 e 14
  • FatoEm 2024, o rendimento de todos os trabalhos compunha 74,9% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita, e os outros 25,1% vinham de aposentadoria e pensão, programas sociais, aluguel e arrendamento e outras fontes.IBGE, PNAD Contínua, p. 9
  • Interpretação · Karl Marx e Friedrich EngelsComo o operário moderno se afunda cada vez mais abaixo das condições da sua própria classe, a burguesia é incapaz de continuar a ser por muito mais tempo a classe dominante da sociedade.Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, § 51
  • Interpretação · Karl Marx e Friedrich EngelsA burguesia centralizou os meios de produção e concentrou a propriedade em poucas mãos, e a consequência necessária disto foi a centralização política.Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, § 23
  • Interpretação · Karl Marx e Friedrich EngelsDesde o estabelecimento da grande indústria e do mercado mundial, a burguesia conquistou a dominação política exclusiva no moderno Estado representativo, e o moderno poder de Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa.Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, § 12
  • Interpretação · Karl Marx e Friedrich EngelsHomem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns aos outros e travaram uma luta ininterrupta, ora oculta, ora aberta.Marx e Engels, Manifesto do Partido Comunista, cap. 1, § 2
  • Interpretação · René Armand Dreifuss, segundo Demian Bezerra de MeloDreifuss entendeu a ação do IPES como a de um verdadeiro partido político, no sentido gramsciano, do capital multinacional e associado, eixo da acumulação capitalista no país desde os anos 1950, e mostrou como essa articulação tomou de assalto o aparelho de Estado, ocupando os ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Indústria e Comércio.Melo, Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente, p. 43
  • Interpretação · Décio SaesNa transição da formação social escravista para a capitalista não se formou no Brasil uma burguesia nacional capaz de dirigir a industrialização; depois da revolução política burguesa de 1888 a 1891, sucederam-se a hegemonia da burguesia comercial-exportadora, fração pré-capitalista da classe dominante, uma crise de hegemonia no bloco das classes dominantes, a hegemonia da burguesia associada e a da burguesia interna, e a configuração desse bloco explica as limitações dos regimes democráticos do período republicano.Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, p. 1
  • Interpretação · Décio SaesO PRP representava politicamente os interesses da burguesia exportadora de café, formada por comissários, empresas de exportação e bancos.Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, p. 8

Fontes desta página

  1. MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Trad. José Barata-Moura. Lisboa: Editorial Avante!, 1997. Abrir ↗
  2. BOITO JR., Armando. A burguesia no governo Lula. Crítica Marxista, n. 21, pp. 52-76, 2005. Abrir ↗
  3. COUTINHO, Carlos Nelson. Marxismo e "imagem do Brasil" em Florestan Fernandes. 2000. Abrir ↗
  4. GORENDER, Jacob. Liberalismo e escravidão (entrevista a Estudos Avançados). 2002. Abrir ↗
  5. SAES, Décio Azevedo Marques de. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo. 2015. Abrir ↗
  6. GORENDER, Jacob. O conceito de modo de produção e a pesquisa histórica. 1978. Abrir ↗
  7. FERNANDES, Florestan. O que é revolução? 1981. Abrir ↗
  8. Comissão Nacional da Verdade. Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v. II, textos temáticos (dezembro de 2014). gov.br. Abrir ↗
  9. MELO, Demian Bezerra de. Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Marechal Cândido Rondon: Espaço Plural (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), v. 13, n. 27, pp. 39-53, 2012. Abrir ↗
  10. IBGE. PNAD Contínua: rendimento de todas as fontes 2024, informativo. biblioteca.ibge.gov.br. Abrir ↗
  11. GORENDER, Jacob. Coerção e consenso na política. 1988. Abrir ↗
  12. Armando Boito Jr.. A burguesia no governo Lula (Crítica Marxista, n. 21, 2005). econtents.sbu.unicamp.br. Abrir ↗
  13. Carlos Nelson Coutinho. Marxismo e "imagem do Brasil" em Florestan Fernandes (2000), no MIA. marxists.org. Abrir ↗
  14. Karl Marx e Friedrich Engels. Manifesto do Partido Comunista, cap. 1. Burgueses e proletários, no MIA. marxists.org. Abrir ↗
  15. Florestan Fernandes. O que é revolução? (1981; na cartilha Realidade brasileira da Fundação Perseu Abramo e do MAB). marxists.org. Abrir ↗
  16. Jacob Gorender. Coerção e consenso na política (Estudos Avançados, v. 2, n. 3, 1988), no MIA. marxists.org. Abrir ↗
  17. Jacob Gorender. Liberalismo e escravidão (entrevista a Estudos Avançados, v. 16, n. 46, 2002), no MIA. marxists.org. Abrir ↗
  18. Jacob Gorender. O conceito de modo de produção e a pesquisa histórica (exposição de 19 de outubro de 1978), no MIA. marxists.org. Abrir ↗
  19. Demian Bezerra de Melo. Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 (Espaço Plural, v. 13, n. 27, 2012). redalyc.org. Abrir ↗
  20. Décio Azevedo Marques de Saes. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo (Novos Rumos, v. 52, n. 1, 2015). revistas.marilia.unesp.br. Abrir ↗