Do momento / Petrobras e petróleo
Petrobras e petróleo
A Petrobras nasceu em 1953, depois de uma campanha de massas, com o monopólio do petróleo nas mãos da União, aberto a empresas privadas em 1995 e 1997. Em outubro de 2026, a empresa concluiu a perfuração do poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, com três descobertas de petróleo. Para Lênin, os monopólios disputam até as fontes de matérias-primas ainda não exploradas.
● Último fato
29/10/2026
A Petrobras informou a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, e o fim da perfuração. (Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026)
A pauta sai de "Do momento" quando passa 90 dias sem fato novo.
O que está em jogo1 conceito
As perguntas e os conceitos que respondem
Onde a pauta estáatualizado em 31/10/2026
A Petrobras concluiu em outubro de 2026 a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá, com a terceira descoberta de petróleo no mesmo poço. A empresa diz que a exploração da Margem Equatorial serve para recompor as suas reservas de petróleo e gás. (Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026)
Da campanha ao monopólio
A Petrobras nasceu da Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953, que fez da pesquisa, da lavra, do refino e do transporte marítimo do petróleo um monopólio da União. Para o historiador marxista Nelson Werneck Sodré, a lei veio depois da mais ampla campanha de opinião que o Brasil já tinha visto, um movimento de massas que formou a mais ampla frente. Sodré registra que o regime de 1964, já no primeiro ano, anulou a encampação das refinarias particulares feita no fim do governo Goulart e passou a retirar atividades do monopólio, sobretudo a petroquímica. (Congresso Nacional, Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953, arts. 1º, 2º e 5º; Sodré, Brasil, pp. 85, 125 e 148)
A Emenda Constitucional nº 9, de novembro de 1995, permitiu à União contratar empresas privadas para as atividades do monopólio, e a Lei nº 9.478, de 1997, criou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o regime de concessão, em que a empresa explora por sua conta e risco e fica dona do petróleo que extrai. O pesquisador marxista Carlos Lucena lê a greve dos petroleiros de 1995 como resistência à subordinação da periferia ao centro do capitalismo, que aparecia nas privatizações e na quebra dos monopólios. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) sustenta que aquela greve evitou a privatização da Petrobras. (Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995, art. 1º; Congresso Nacional, Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, arts. 7º e 26; Lucena, Memórias de militantes, p. 80; Federação Única dos Petroleiros, 1995 Defender a Petrobrás é defender o Brasil 2015, p. 4)
Pré-sal e partilha
Para o pré-sal, a Lei nº 12.351, de 2010, criou a partilha de produção, em que a empresa explora por sua conta e risco e, se achar petróleo, recebe o custo em óleo, a parte da produção que paga os custos, o volume dos royalties e uma parte do excedente, o petróleo que sobra e é repartido com a União. Na redação original, a Petrobras seria a operadora de todos os blocos da partilha, com pelo menos 30% de cada consórcio. Em 2016, a Lei nº 13.365 trocou essa obrigação por uma preferência que o Conselho Nacional de Política Energética oferece à empresa, bloco a bloco. (Congresso Nacional, Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, arts. 2º, I e III, 4º e 10, redação original; Congresso Nacional, Lei nº 13.365, de 29 de novembro de 2016, art. 1º)
A economista marxista Leda Paulani afirma que a concessão, em que o resultado da prospecção pertence a quem explora, privatiza as rendas do petróleo em vez de mantê-las sob controle do Estado. Ela lembra que até a ditadura militar rejeitou esse contrato e preferiu os contratos de risco, que o governo Fernando Henrique Cardoso o adotou em 1997, no auge das privatizações, e que o regime mudou em 2010. (Paulani, Acumulação e rentismo, p. 527 e notas 9 e 10)
A Margem Equatorial
Em 17 de maio de 2023, o Ibama negou à Petrobras a licença para perfurar o bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, por inconsistências técnicas, numa região que o instituto considera de extrema sensibilidade socioambiental, com unidades de conservação, terras indígenas, mangues e corais. Em 20 de outubro de 2025, depois de estudo de impacto ambiental, três audiências públicas e mudanças no plano de emergência, o Ibama concedeu a licença de operação para o poço Morpho. (Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, §§ 3 e 8; Ibama, Ibama emite licença de operação para perfuração marítima no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 20/10/2025, §§ 2 a 5)
O bloco foi licitado em 2013, na 11ª rodada da ANP, sob o regime de concessão, e passou da BP Energy para a Petrobras em dezembro de 2020, segundo o Ibama. A Petrobras, dona de 100% do bloco, anunciou a primeira descoberta no poço Morpho em 14 de agosto de 2026, a cerca de 175 km da costa do Amapá e sob 2.886 metros de água. Em 29 de outubro, a empresa informou a terceira descoberta no mesmo poço e o fim da perfuração, e a sonda seguiu para a bacia Potiguar. (Petrobras, Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas ultra profundas na costa do Amapá, comunicado de 14/08/2026; Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026; Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, § 9)
Quem quer o quê
A Petrobras diz que a exploração da Margem Equatorial faz parte da estratégia de recompor as suas reservas de petróleo e gás com novas fronteiras. O Ibama registrou, ao negar a licença em 2023, que a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar, o estudo que aponta onde a exploração não deveria ocorrer, nunca foi feita na região. O professor de Direito André Tokarski, na revista Princípios, afirma que a Petrobras nasceu como instrumento da política energética e que a sua finalidade é a soberania energética nacional. (Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026; Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, §§ 6 e 8; Tokarski, A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público, p. 274)
A leitura marxista
Em O imperialismo, fase superior do capitalismo, Lênin mostra que, em 1905, o mercado mundial do petróleo estava dividido entre o truste americano Standard Oil e os donos do petróleo russo de Baku. Para ele, os monopólios ganham a máxima solidez quando juntam nas suas mãos todas as fontes de matérias-primas, como as minas de ferro e as jazidas de petróleo. Lênin acrescenta que o capital financeiro disputa não só as fontes já descobertas, mas também as possíveis, porque a técnica avança e terras sem uso hoje podem ser úteis amanhã. (Lênin, O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. V, § 12, e cap. VI, §§ 18 e 21)
Divergências
Sodré, Tokarski e a FUP defendem o petróleo nas mãos do Estado como questão de soberania. A socióloga marxista Laura Luedy, no Blog da Boitempo, afirma que os principais beneficiários do petróleo da foz do Amazonas seriam os compradores do óleo bruto, os acionistas da Petrobras e os patrões que usam força de trabalho barata, e lembra que muitas das cidades fluminenses que concentram os recursos do petróleo mantêm baixos índices de desenvolvimento humano. Apoiada no filósofo japonês Kohei Saito, ela defende que os marxistas vão além das propostas de transição compatíveis com a valorização do capital, rumo ao que Saito chama de comunismo de decrescimento. (Sodré, Brasil, p. 148; Tokarski, A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público, p. 274; Federação Única dos Petroleiros, 1995 Defender a Petrobrás é defender o Brasil 2015, p. 4; Laura Luedy, Lula, o petróleo e a transição ecológica, parágrafos sobre os retornos sociais do petróleo e sobre Kohei Saito)
Os conceitos que explicam a pauta
Recursos naturaisImperialismoPrivatizaçãoRenda da terraRentismoDependência
Nossos cortes sobre a pauta
Seguir a trilha Petróleo, combustíveis e soberaniaNos canais que recomendamos
Vídeos completos. Os nossos cortes são trechos curtos de alguns deles.
Para ler
LÊNIN, Vladímir Ilitch. O imperialismo, fase superior do capitalismo. 1917. Onde ler: cap. V, § 12; cap. VI, §§ 18 e 21.
“Para o capital financeiro não são apenas as fontes de matérias-primas já descobertas que têm importância, mas também as possíveis, pois a técnica avança, nos nossos dias, com uma rapidez incrível […] O mesmo acontece com a exploração de riquezas minerais, com os novos métodos de elaboração e utilização de tais ou tais matérias-primas, etc. etc. Daí a tendência inevitável do capital financeiro para ampliar o seu território econômico e até o seu território em geral.”
cap. VI, § 21Ler grátis: O imperialismo, fase superior do capitalismo ↗Ficha da obra: Imperialismo, estágio superior do capitalismo
TOKARSKI, André Pereira R.. A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público. São Paulo: Princípios (Fundação Maurício Grabois), n. 164, pp. 265-286, mai./ago. 2022, 2022. Onde ler: p. 274.
Ler grátis: A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público ↗
PAULANI, Leda Maria. Acumulação e rentismo: resgatando a teoria da renda de Marx para pensar o capitalismo contemporâneo. São Paulo: Revista de Economia Política, v. 36, n. 3 (144), pp. 514-535, 2016. Onde ler: p. 527 e notas 9 e 10.
SODRÉ, Nelson Werneck. Brasil: radiografia de um modelo. Petrópolis: Vozes, 1974. Onde ler: pp. 85, 125 e 148.
LUCENA, Carlos. Memórias de militantes: a greve dos petroleiros de 1995. Niterói: Trabalho Necessário (UFF), v. 18, n. 35, pp. 79-98, jan./abr. 2020, 2020. Onde ler: p. 80.
Ler grátis: Memórias de militantes: a greve dos petroleiros de 1995 ↗
De onde vem cada afirmação desta página (24)
- FatoA Emenda Constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995, permitiu à União contratar empresas estatais ou privadas para realizar as atividades do monopólio do petróleo.Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995, art. 1º
- Interpretação · Federação Única dos Petroleiros (FUP)A greve de maio de 1995 evitou a privatização da Petrobras.Federação Única dos Petroleiros, 1995 Defender a Petrobrás é defender o Brasil 2015, p. 4
- FatoEm 17 de maio de 2023, o presidente do Ibama, seguindo parecer técnico, negou à Petrobras a licença para perfurar o bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, por um conjunto de inconsistências técnicas.Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, § 3
- FatoO licenciamento do bloco FZA-M-59 começou em 4 de abril de 2014, a pedido da BP Energy do Brasil, e os direitos de exploração do bloco passaram para a Petrobras em dezembro de 2020.Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, § 9
- FatoA Avaliação Ambiental de Área Sedimentar, análise que aponta áreas onde não seria possível explorar petróleo por causa dos riscos ambientais, nunca foi feita na margem equatorial, e a bacia da Foz do Amazonas é considerada de extrema sensibilidade socioambiental, com unidades de conservação, terras indígenas, mangues, corais e espécies ameaçadas de extinção.Ibama, Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 17/05/2023, §§ 6 e 8
- FatoEm 20 de outubro de 2025, o Ibama emitiu a Licença de Operação nº 1.684/2025, que autoriza a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, depois de estudo de impacto ambiental, três audiências públicas e mudanças no plano de emergência, entre elas um novo centro de atendimento à fauna em Oiapoque (AP).Ibama, Ibama emite licença de operação para perfuração marítima no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas, notícia de 20/10/2025, §§ 2 a 5
- FatoA Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, criou a partilha de produção, em que o contratado explora por sua conta e risco e, se houver descoberta comercial, recebe o custo em óleo, o volume dos royalties e uma parte do excedente em óleo, que é repartido entre a União e o contratado; na redação original, a Petrobras seria a operadora de todos os blocos da partilha, com participação mínima de 30%.Congresso Nacional, Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010, arts. 2º, I e III, 4º e 10, III, c, redação original
- FatoA Lei nº 13.365, de 29 de novembro de 2016, trocou a operação obrigatória pela preferência que o Conselho Nacional de Política Energética oferece à Petrobras, que tem até 30 dias para se manifestar sobre cada bloco e participação mínima de 30% nos blocos que operar.Congresso Nacional, Lei nº 13.365, de 29 de novembro de 2016, art. 1º, nova redação do art. 4º, §§ 1º e 2º
- FatoA Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953, tornou monopólio da União a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo, a refinação e o transporte marítimo do petróleo, exercido pelo Conselho Nacional do Petróleo e pela Petróleo Brasileiro S. A., cuja constituição a lei autorizou.Congresso Nacional, Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953, arts. 1º, 2º e 5º
- FatoA Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, instituiu a Agência Nacional do Petróleo e o regime de concessão, em que o concessionário explora por sua conta e risco e, em caso de êxito, fica com a propriedade do petróleo e do gás depois de extraídos.Congresso Nacional, Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, arts. 7º e 26
- FatoEm 1905, o mercado mundial do petróleo estava dividido entre o truste americano Standard Oil, de Rockefeller, e os donos do petróleo russo de Baku, Rothschild e Nobel.Lênin, O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. V, § 12
- Interpretação · Vladímir Ilitch LêninOs monopólios adquirem a máxima solidez quando reúnem nas suas mãos todas as fontes de matérias-primas, como as terras com minério de ferro e os jazigos de petróleo, e a luta pela posse de colônias fica mais encarniçada quanto mais desenvolvido o capitalismo.Lênin, O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. VI, § 18
- Interpretação · Vladímir Ilitch LêninPara o capital financeiro importam não só as fontes de matérias-primas já descobertas, mas também as possíveis, porque a técnica avança e as terras hoje inaproveitáveis podem tornar-se úteis amanhã.Lênin, O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. VI, § 21
- Interpretação · Carlos LucenaA greve dos petroleiros de 1995 foi resistência a um amplo processo de subordinação da periferia ao centro do capitalismo, que se manifestava em privatizações e na quebra de monopólios estatais.Lucena, Memórias de militantes, p. 80
- Interpretação · Laura Luedy, socióloga marxista, no Blog da BoitempoOs principais beneficiários da exploração de petróleo na foz do Amazonas seriam os compradores do petróleo bruto, os acionistas da Petrobras e os empregadores da força de trabalho barata, e as cidades do Rio de Janeiro que concentram os recursos do petróleo mantêm baixos índices de desenvolvimento humano.Laura Luedy, Lula, o petróleo e a transição ecológica, parágrafo sobre os retornos sociais da cadeia do petróleo
- Interpretação · Laura Luedy, socióloga marxista, no Blog da BoitempoOs marxistas podem ser mais radicais que as propostas de transição compatíveis com a valorização capitalista, e Kohei Saito propõe um comunismo de decrescimento, com a redefinição coletiva das prioridades da produção.Laura Luedy, Lula, o petróleo e a transição ecológica, parágrafos sobre o Observatório do Clima e Kohei Saito
- Interpretação · Leda Maria PaulaniO contrato de concessão, em que o resultado da prospecção pertence ao concessionário, privatiza as rendas do setor em vez de mantê-las sob o controle do Estado; a ditadura militar o rejeitou e preferiu os contratos de risco, o governo Fernando Henrique o adotou em 1997, no auge das privatizações, e o regime foi alterado em 2010.Paulani, Acumulação e rentismo, p. 527 e notas 9 e 10
- FatoEm 14 de agosto de 2026, a Petrobras informou a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, a cerca de 175 km da costa do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros; a empresa é a operadora do bloco, com 100% de participação, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.Petrobras, Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas ultra profundas na costa do Amapá, comunicado de 14/08/2026
- FatoEm 29 de outubro de 2026, a Petrobras informou um terceiro intervalo com petróleo no poço Morpho, depois das descobertas de agosto e do início de outubro, e a conclusão da perfuração e da coleta de dados; a sonda segue para a bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026
- FatoA Petrobras diz que a atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de recompor as reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras.Petrobras, Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá, comunicado de 29/10/2026
- Interpretação · Nelson Werneck SodréNo primeiro ano, o regime de 1964 anulou o decreto de encampação das refinarias particulares, um dos últimos atos do governo Goulart, e passou a excluir do monopólio estatal outras atividades petrolíferas, sobretudo a petroquímica.Sodré, Brasil, p. 125
- Interpretação · Nelson Werneck SodréEm 3 de outubro de 1953, o monopólio estatal do petróleo se tornou lei, depois da mais ampla campanha de opinião a que o Brasil já tinha assistido.Sodré, Brasil, p. 85
- Interpretação · Nelson Werneck SodréA campanha pela exploração do petróleo em regime de monopólio estatal foi o mais amplo e profundo movimento de massas do país, formou a mais ampla frente e alcançou uma vitória memorável.Sodré, Brasil, p. 148
- Interpretação · André Pereira R. TokarskiA Petrobras foi, desde os primórdios, um dos aparelhos estatais de promoção da política energética brasileira, e a sua finalidade é assegurar a soberania energética nacional.Tokarski, A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público, p. 274
Fontes desta página
- Congresso Nacional. Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953 (Política Nacional do Petróleo; institui a Petrobras). planalto.gov.br, 03/10/1953. Abrir ↗
- SODRÉ, Nelson Werneck. Brasil: radiografia de um modelo. Petrópolis: Vozes, 1974. Abrir ↗
- Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Emenda Constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995 (petróleo). planalto.gov.br, 09/11/1995. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997 (política energética e Agência Nacional do Petróleo). planalto.gov.br, 06/08/1997. Abrir ↗
- LUCENA, Carlos. Memórias de militantes: a greve dos petroleiros de 1995. Niterói: Trabalho Necessário (UFF), v. 18, n. 35, pp. 79-98, jan./abr. 2020, 2020. Abrir ↗
- Federação Única dos Petroleiros. 1995 Defender a Petrobrás é defender o Brasil 2015 (cartilha da FUP sobre os 20 anos da greve de 1995). fup.org.br. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 12.351, de 22 de dezembro de 2010 (partilha de produção no pré-sal). planalto.gov.br, 22/12/2010. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 13.365, de 29 de novembro de 2016 (Petrobras no regime de partilha). planalto.gov.br, 29/11/2016. Abrir ↗
- PAULANI, Leda Maria. Acumulação e rentismo: resgatando a teoria da renda de Marx para pensar o capitalismo contemporâneo. São Paulo: Revista de Economia Política, v. 36, n. 3 (144), pp. 514-535, 2016. Abrir ↗
- Ibama. Decisão do Ibama sobre pedido de licença para perfuração no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas (Ibama, 17/05/2023). gov.br, 17/05/2023. Abrir ↗
- Ibama. Ibama emite licença de operação para perfuração marítima no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas (Ibama, 20/10/2025). gov.br, 20/10/2025. Abrir ↗
- Petrobras. Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas ultra profundas na costa do Amapá (Agência Petrobras, 14/08/2026). agencia.petrobras.com.br, 14/08/2026. Abrir ↗
- Petrobras. Petrobras conclui perfuração com mais uma descoberta de petróleo em águas ultra profundas do Amapá (Agência Petrobras, 29/10/2026). agencia.petrobras.com.br, 29/10/2026. Abrir ↗
- TOKARSKI, André Pereira R.. A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público. São Paulo: Princípios (Fundação Maurício Grabois), n. 164, pp. 265-286, mai./ago. 2022, 2022. Abrir ↗
- LÊNIN, Vladímir Ilitch. O imperialismo, fase superior do capitalismo. 1917. Abrir ↗
- Laura Luedy. Lula, o petróleo e a transição ecológica (Blog da Boitempo, 01/03/2026). blogdaboitempo.com.br, 01/03/2026. Abrir ↗
- Vladímir Ilitch Lênin. O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. V. A partilha do mundo entre as associações de capitalistas, no MIA. marxists.org. Abrir ↗
- Vladímir Ilitch Lênin. O imperialismo, fase superior do capitalismo, cap. VI. A partilha do mundo entre as grandes potências, no MIA. marxists.org. Abrir ↗
- Carlos Lucena. Memórias de militantes: a greve dos petroleiros de 1995 (Trabalho Necessário, v. 18, n. 35, 2020). periodicos.uff.br, 23/01/2020. Abrir ↗
- Leda Maria Paulani. Acumulação e rentismo: resgatando a teoria da renda de Marx para pensar o capitalismo contemporâneo (Revista de Economia Política, 2016). scielo.br, 01/07/2016. Abrir ↗
- Nelson Werneck Sodré. Brasil: radiografia de um modelo (Vozes, 1974; digitalização da Biblioteca Nacional no MIA). marxists.org. Abrir ↗
- André Pereira R. Tokarski. A política de preços dos combustíveis, o mercado interno e o interesse público (Princípios, n. 164, 2022). revistaprincipios.emnuvens.com.br. Abrir ↗