Pular para o conteúdo

Do momento / Eleições 2026

Eleições 2026

Lula foi reeleito em 25 de outubro de 2026, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que tinha ficado na frente no primeiro turno e disse que pediria a anulação da eleição. O PL elegeu mais deputados federais e senadores do que qualquer outro partido. Para Lênin, disputar eleições é obrigatório enquanto as massas confiam no parlamento, mas a luta de massas pesa mais.

● Último fato

25/10/2026

No segundo turno, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro teve 48,21%. Segundo a Agência Senado, foi a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno numa eleição para presidente. (Tribunal Superior Eleitoral, Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos, 6258_BR_BRASIL_2026_T2_PRESIDENTE.pdf, p. 4 do PDF)

A pauta sai de "Do momento" quando passa 90 dias sem fato novo.

Onde a pauta estáatualizado em 31/10/2026

Lula foi reeleito em 25 de outubro de 2026, com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro (48,21%), que disse que pediria a anulação da eleição. A diplomação tem prazo até 18 de dezembro, e a posse do presidente será em 5 de janeiro de 2027. (Tribunal Superior Eleitoral, Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos, 6258_BR_BRASIL_2026_T2_PRESIDENTE.pdf, p. 4 do PDF)

O que é e de onde vem

As eleições gerais de 2026 escolheram presidente, governadores, senadores e deputados. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, e os dois foram ao segundo turno. Pelo cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula concorreu pelo PT, numa coligação, e Flávio pelo PL, sem coligação. (Agência Senado, Confira datas e prazos do calendário eleitoral de 2026, introdução; Tribunal Superior Eleitoral, Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos, 6257_BR_BRASIL_2026_T1_PRESIDENTE.pdf, p. 4 do PDF; Tribunal Superior Eleitoral, Candidatos das eleições de 2026, linhas de presidente do 2º turno)

Dos 158.745.502 eleitores aptos, 78,92% foram votar no primeiro turno. A abstenção, isto é, a parte do eleitorado que não compareceu, foi de 21,08%, e os votos nulos e brancos somaram 2,93% e 1,84% do total. (Tribunal Superior Eleitoral, Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos, 6257_BR_BRASIL_2026_T1_PRESIDENTE.pdf, pp. 2 e 3 do PDF)

Onde a pauta está

No segundo turno, em 25 de outubro, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 de Flávio Bolsonaro, 48,21%. A abstenção caiu para 19,22%, e os nulos e brancos ficaram em 2,12% e 1,12%. Segundo a Agência Senado, foi a primeira vez que um candidato a presidente virou o placar do primeiro para o segundo turno. (Tribunal Superior Eleitoral, Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos, 6258_BR_BRASIL_2026_T2_PRESIDENTE.pdf, pp. 2 a 4 do PDF; Agência Senado, Lula é reeleito para quarto mandato de presidente, reportagem de 25/10/2026, § 9)

No dia da votação, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o voto até as 19h nas seções ainda abertas, a pedido da candidatura de Lula, que denunciou falhas no transporte de eleitores. A campanha de Flávio também tinha pedido ao TSE mais tempo, por causa das chuvas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manter essas seções abertas até as 19h. Depois do resultado, Flávio disse que era impossível reconhecer a eleição e que pediria a anulação dela. (Agência Senado, Lula é reeleito para quarto mandato de presidente, reportagem de 25/10/2026, §§ 12, 13 e 15; Agência Brasil, Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito, reportagem de 25/10/2026)

A diplomação é a cerimônia em que a Justiça Eleitoral formaliza a escolha dos eleitos e entrega o diploma que permite a posse, e o prazo para ela termina em 18 de dezembro de 2026. Pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, o mandato do presidente começa em 5 de janeiro do ano seguinte à eleição, e a posse de Lula e do vice Geraldo Alckmin será nessa data, em 2027. Deputados e senadores tomam posse em 1º de fevereiro, quando cada Casa elege a sua Mesa diretora para dois anos. (Agência Brasil, Lula e Alckmin são diplomados no TSE, reportagem de 12/12/2022; Agência Senado, Confira datas e prazos do calendário eleitoral de 2026, calendário, Dezembro 2026; Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021, arts. 1º e 5º; Agência Brasil, Posse de Lula e de governadores será em 5 de janeiro, reportagem de 26/10/2026)

Quem quer o quê

Pela nossa contagem dos eleitos no cadastro de candidaturas do TSE, o PL fez 121 dos 513 deputados federais, o PT 70, o União 46, o PSD 43, o Republicanos e o PP 41 cada e o MDB 36. Das 54 vagas do Senado em disputa, o PL ficou com 19, o MDB com 7 e o PT com 6. Nos estados, o PL elegeu 6 governadores, o PSD 5, e o Republicanos, o PT e o PP 4 cada. (Tribunal Superior Eleitoral, Candidatos das eleições de 2026, consulta_cand_2026_BRASIL.csv, contagem nossa dos eleitos por partido (método no RELATORIO))

Na noite da vitória, Lula disse que foi eleito para governar para todos, com respeito à Constituição, e que vai trabalhar com o Congresso que o povo escolheu. Flávio Bolsonaro, contraponto declarado nesta pauta, afirmou que a prorrogação mudou a regra do jogo, que era impossível reconhecer o resultado e que pediria a anulação da eleição. (Agência Senado, Lula é reeleito para quarto mandato de presidente, reportagem de 25/10/2026, § 8; Agência Brasil, Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito, reportagem de 25/10/2026)

A leitura marxista

Lênin escreveu, em 1920, que o parlamento burguês ainda não está superado na política enquanto milhões de trabalhadores, ou mesmo uma minoria considerável deles, ainda seguem partidos da burguesia. Por isso, para ele, disputar eleições e usar a tribuna do parlamento é obrigatório para o partido revolucionário, justamente para educar as camadas mais atrasadas da própria classe. Lênin acrescenta que a ação das massas, como uma grande greve, é sempre mais importante do que a ação parlamentar. (Lênin, Esquerdismo, doença infantil do comunismo, cap. VII, §§ 9, 10 e 15)

Felipe Brito, professor de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), lê a eleição de 2026 como a travessia do lulismo por uma avalanche bolsonarista, que aparece no voto em Flávio e nas bancadas do PL. Para ele, o bolsonarismo se apoiou em políticos locais fortalecidos pelas emendas impositivas, recursos do Orçamento indicados por deputados e senadores que o governo é obrigado a executar. Brito diz que, assim, o movimento se espalhou pelos municípios do interior em que o agronegócio pesa mais. (Felipe Brito, A “avalanche” bolsonarista na eleição de 2026 e a força do Lulismo, §§ 1, 2, 15 e 16 do artigo; Agência Brasil, Orçamento de 2027 reserva R$ 44,8 bilhões para emendas impositivas, reportagem de 31/08/2026)

Divergências

Para Nina Fideles, em artigo no Brasil de Fato, a virada de Lula foi garantida pela mobilização social em torno de pautas da classe trabalhadora, com 21 dias de manifestações, a primeira delas puxada por estudantes da UFF. Brito também fala das ruas e das redes, mas dá peso a medidas tomadas durante a campanha. Ele cita a Medida Provisória nº 1.394, de 2026, que proibiu as bets, e a aprovação pelo Senado, em 14 de outubro, da proposta que acabou com a escala 6x1. (Nina Fideles, Nunca antes na história desse país, §§ 4 e 8 da página; Felipe Brito, A “avalanche” bolsonarista na eleição de 2026 e a força do Lulismo, § 13 do artigo)

Os conceitos que explicam a pauta

Tática parlamentarDemocracia liberalEstadoHegemoniaBolsonarismoProgressismo

Para ler

Principal
De onde vem cada afirmação desta página (25)

Fontes desta página

  1. Agência Senado. Confira datas e prazos do calendário eleitoral de 2026 (Senado Notícias, 12/03/2026). www12.senado.leg.br, 12/03/2026. Abrir ↗
  2. Tribunal Superior Eleitoral. Relatório Resultado da Totalização da eleição presidencial de 2026, 1º e 2º turnos (Portal de Dados Abertos do TSE). cdn.tse.jus.br. Abrir ↗
  3. Tribunal Superior Eleitoral. Candidatos das eleições de 2026 (consulta_cand_2026.zip, arquivo consulta_cand_2026_BRASIL.csv, Portal de Dados Abertos do TSE). cdn.tse.jus.br. Abrir ↗
  4. Agência Senado. Lula é reeleito para quarto mandato de presidente (Senado Notícias, 25/10/2026). www12.senado.leg.br, 25/10/2026. Abrir ↗
  5. Agência Brasil. Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito (Agência Brasil, 25/10/2026). agenciabrasil.ebc.com.br, 25/10/2026. Abrir ↗
  6. Agência Brasil. Lula e Alckmin são diplomados no TSE (Agência Brasil, 12/12/2022). agenciabrasil.ebc.com.br, 12/12/2022. Abrir ↗
  7. Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021 (data da posse do presidente, entre outros temas). planalto.gov.br, 28/09/2021. Abrir ↗
  8. Agência Brasil. Posse de Lula e de governadores será em 5 de janeiro (Agência Brasil, 26/10/2026). agenciabrasil.ebc.com.br, 26/10/2026. Abrir ↗
  9. LÊNIN, Vladímir Ilitch. Esquerdismo, doença infantil do comunismo. 1920. Abrir ↗
  10. Felipe Brito. A “avalanche” bolsonarista na eleição de 2026 e a força do Lulismo (Blog da Boitempo, 30/10/2026). blogdaboitempo.com.br, 30/10/2026. Abrir ↗
  11. Agência Brasil. Orçamento de 2027 reserva R$ 44,8 bilhões para emendas impositivas (Agência Brasil, 31/08/2026). agenciabrasil.ebc.com.br, 31/08/2026. Abrir ↗
  12. Nina Fideles. Nunca antes na história desse país (Brasil de Fato, 26/10/2026). brasildefato.com.br, 26/10/2026. Abrir ↗
  13. Vladímir Ilitch Lênin. A doença infantil do esquerdismo no comunismo, cap. VII. Deve-se participar nos parlamentos burgueses?, no MIA. marxists.org. Abrir ↗