Do momento / Tarifa zero
Tarifa zero
Tarifa zero é o transporte coletivo sem cobrança de passagem. A proposta nasceu em São Paulo em 1989, e em novembro de 2025 a gratuidade universal valia em 137 cidades. Em 21 de outubro de 2026, o governo propôs ao Congresso usar parte das emendas parlamentares para a tarifa zero nos fins de semana e feriados.
● Último fato
21/10/2026
O governo enviou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição que destina pelo menos 26,8% das emendas parlamentares obrigatórias à tarifa zero no transporte coletivo urbano. (Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026)
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Onde a pauta estáatualizado em 31/10/2026
Cerca de 137 cidades brasileiras não cobravam passagem no transporte público em novembro de 2025, segundo pesquisadores da UnB, da UFMG e da USP. A gratuidade nacional nos fins de semana e feriados depende da proposta de emenda à Constituição que o governo enviou ao Congresso em 21 de outubro de 2026. (Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026)
O que é e de onde vem
Tarifa zero é o transporte coletivo sem cobrança de passagem. Ela pode ser universal, sem nenhuma restrição, ou parcial, limitada a certos dias, linhas ou grupos de pessoas, segundo o relatório Caminhos para a Tarifa Zero, de pesquisadores da UnB, da UFMG e da USP. Em São Paulo, o engenheiro Lúcio Gregori, secretário de Transportes da prefeita Luiza Erundina, idealizou o projeto em 1989, com custeio sobretudo pelo aumento do IPTU dos imóveis com mais de 140 m², 22% das construções da cidade. A Câmara Municipal não aprovou a proposta. (Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 13 do PDF; Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, pp. 16, 18 e 19)
Erundina atribuiu a derrota à oposição do seu próprio partido, o PT, e à minoria que tinha na Câmara, segundo a revista da Câmara Municipal de São Paulo. O vereador Paulo Fiorilo, do PT, disse à mesma revista, em 2013, que o projeto chegou sem debate nem com a bancada do partido. (Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, pp. 18 e 19)
Junho de 2013
Em 6 de junho de 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) fez em São Paulo o primeiro ato contra o aumento da passagem de R$ 3 para R$ 3,20, e os protestos cresceram e chegaram a outras capitais. Os reajustes de R$ 0,20 em São Paulo e no Rio de Janeiro foram cancelados como resposta aos atos. Para o marxista Armando Boito Jr., o MPL foi o propulsor da primeira fase das manifestações, popular pela reivindicação e pela composição social. Para Paique Duques Santarém, militante do MPL de Brasília, os protestos mudaram o debate sobre o transporte e criaram um custo político para os aumentos de tarifa. (Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023; Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023; Boito Jr., Conflito distributivo de classes inundou e continua inundando o processo político nacional, resposta sobre Junho de 2013)
A lei e onde a pauta está
Desde a Emenda Constitucional nº 90, de 2015, a Constituição inclui o transporte entre os direitos sociais. A Política Nacional de Mobilidade Urbana, de 2012, prevê que os beneficiários diretos e indiretos ajudem a custear a operação, com tarifa módica para o usuário, e chama de subsídio a parte do custo que a passagem não cobre. Em junho de 2026, a Lei nº 15.432 definiu o transporte coletivo como direito social e dever do Estado, separou o custo de remuneração das empresas da tarifa cobrada e mandou ampliar as fontes de financiamento que não vêm da catraca, e ela entra em vigor um ano depois da publicação. (Assembleia Nacional Constituinte, Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, art. 6º; Congresso Nacional, Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, arts. 8º e 9º; Congresso Nacional, Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, arts. 2º, 3º, 4º e 44)
Em 2023, 37 municípios adotaram a gratuidade universal, um recorde, e em novembro de 2025 eram 137 cidades com tarifa zero universal, segundo o levantamento de Daniel Santini citado no relatório. Para os autores, as prefeituras responderam assim à crise do transporte público, que vinha perdendo passageiros, e o Brasil virou o país com mais experiências de gratuidade no mundo. (Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, pp. 4 e 13 do PDF; Agência Brasil, Estudo defende substituir vale-transporte por tarifa zero universal, reportagem de 26/11/2025)
Em 21 de outubro de 2026, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição que destina pelo menos 26,8% das emendas parlamentares obrigatórias à gratuidade do transporte coletivo urbano. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), seriam cerca de R$ 12 bilhões por ano, o bastante para a tarifa zero nos fins de semana e feriados, a partir do Orçamento de 2027. A justificativa da proposta diz que ela não aumenta a despesa primária, porque usa as emendas que a Constituição já obriga a pagar. (Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026)
Quem quer o quê
O relatório Caminhos para a Tarifa Zero, financiado pela Frente Parlamentar em defesa da Tarifa Zero com recursos de gabinetes de deputados do PT e do PSOL e publicado com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, estima que a gratuidade nas 706 cidades com mais de 50 mil habitantes custaria cerca de R$ 78 bilhões por ano e atenderia 124 milhões de pessoas. Os autores propõem trocar o vale-transporte por uma contribuição das empresas, no modelo francês do Versement Mobilité, sem dinheiro do governo e sem imposto novo. Lúcio Gregori, Luiza Erundina e o MPL defendem que parte do custo venha de impostos progressivos sobre a propriedade, como o IPTU. (Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, pp. 3 a 6 do PDF; Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19)
A leitura marxista
Na Crítica do Programa de Gotha, Marx explica que, antes de repartir o produto social entre os indivíduos, a nova sociedade separa o que se destina à satisfação comunitária de necessidades, como escolas e serviços de saúde, e que essa parte cresce desde o início e na medida em que a nova sociedade se desenvolve. No mesmo texto, ele adverte que o ensino superior gratuito em alguns estados dos Estados Unidos significava, na prática, pagar às classes superiores os seus custos de educação com a caixa geral de impostos. (Marx, Crítica do Programa de Gotha, parte I, glosa ao § 3, e parte IV, B, glosa ao ponto 1)
Elaine Behring, que lê o fundo público com as categorias de Marx, afirma que ele pesa mais sobre os salários, porque no Brasil prevalecem os impostos sobre o consumo, e que pouco volta aos trabalhadores em serviços públicos. Para ela, a tarifa zero no transporte seria um retorno importante desse fundo para a classe trabalhadora. (Behring, Políticas de desenvolvimento econômico, ajustes fiscais ou direitos sociais, p. 778)
Divergências
As propostas divergem sobre quem paga. Gregori, Erundina e o MPL querem impostos progressivos sobre a propriedade, os pesquisadores do relatório querem a contribuição das empresas no lugar do vale-transporte, e a PEC do governo usa as emendas parlamentares. Em 2013, Fiorilo avaliou que o IPTU progressivo não bastaria para os R$ 6 bilhões anuais da gratuidade em São Paulo. Os autores do relatório também avaliam que a gratuidade só para os inscritos no CadÚnico custaria R$ 58 bilhões por ano, com gasto por usuário maior que o da tarifa zero universal, e manteria a remuneração das empresas pelo número de passageiros. (Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19; Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, pp. 4 e 5 do PDF; Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026)
Os conceitos que explicam a pauta
Direitos universaisReforma e revoluçãoMovimentos popularesLuta de classesAusteridade
Para ler
MARX, Karl. Crítica do Programa de Gotha. Trad. José Barata-Moura. Lisboa; Moscovo: Editorial Avante!; Edições Progresso (Obras escolhidas em três tomos), 1982. Onde ler: parte I, glosa ao § 3 do programa; parte IV, B, glosa ao ponto 1.
“Em segundo lugar: o que está destinado à satisfação comunitária de necessidades, como escolas, serviços sanitários, etc. Esta parte cresce significativamente, desde o início, em comparação com a sociedade actual e cresce na mesma medida em que a nova sociedade se desenvolve.”
parte I, glosa ao § 3 do programa
VELOSO, André H. de Brito; SANTINI, Daniel; DOMINGUES, Letícia Birchal; ANDRÉS, Roberto; TRINDADE, Thiago. Caminhos para a Tarifa Zero. Brasília: INCT Observatório das Metrópoles (Núcleo Brasília) e IPOL/UnB, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, 2025. Onde ler: pp. 3 a 6 e 13 do PDF.
BOITO JR., Armando. Conflito distributivo de classes inundou e continua inundando o processo político nacional (entrevista ao IHU On-Line, julho de 2018). 2018. Onde ler: resposta sobre Junho de 2013.
BEHRING, Elaine Rossetti. Políticas de desenvolvimento econômico, ajustes fiscais ou direitos sociais: para onde aponta o Novo Arcabouço Fiscal brasileiro? (entrevista especial com Elaine Rossetti Behring, por Franci Gomes Cardoso). São Luís: Revista de Políticas Públicas (UFMA), v. 29, n. 2, pp. 770-778, 2025, 2025. Onde ler: p. 778.
De onde vem cada afirmação desta página (30)
- Interpretação · Luiza Erundina, em entrevista à RedeTV! citada pela revista ApartesO projeto apresentado quando Erundina era prefeita não foi aceito porque o seu próprio partido, o PT, era contrário, e porque ela tinha minoria na Câmara Municipal.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 18
- Interpretação · Paulo Fiorilo, vereador do PT, à revista ApartesO projeto de 1989 foi rejeitado porque chegou à Câmara sem ser discutido de forma apropriada nem mesmo com a bancada do PT.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19
- Interpretação · Paulo Fiorilo, vereador do PT, à revista ApartesO IPTU progressivo seria insuficiente para os R$ 6 bilhões anuais necessários à gratuidade do transporte coletivo em São Paulo, e 62,7% dos tributos municipais já estão vinculados.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19
- FatoO engenheiro Lúcio Gregori foi secretário municipal de Transportes na gestão da prefeita Luiza Erundina, de 1989 a 1992, em São Paulo, e idealizou em 1989 o projeto de tarifa zero.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 16
- FatoLúcio Gregori, Luiza Erundina e os integrantes do Movimento Passe Livre defendem que parte do subsídio à tarifa zero venha de impostos diretos e progressivos sobre a propriedade, como o IPTU e o ITBI.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19
- FatoEm 1989, o plano era custear a gratuidade do transporte sobretudo com o aumento do IPTU dos imóveis com mais de 140 m², 22% das construções da cidade naquele período.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, p. 19
- FatoO projeto de tarifa zero apresentado na gestão Erundina não foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo.Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo), A tarifa ideal, pp. 18 e 19
- Interpretação · Elaine Rossetti BehringO fundo público é um compósito de mais-valia socialmente produzida e de trabalho necessário e se sustenta de forma regressiva sobre os salários, por causa da tributação indireta sobre o consumo, e não retorna aos trabalhadores de forma consistente em equipamentos e políticas sociais; a tarifa zero no transporte público seria um retorno importante.Behring, Políticas de desenvolvimento econômico, ajustes fiscais ou direitos sociais, p. 778
- Interpretação · Armando Boito Jr.A primeira fase das manifestações de junho de 2013 foi popular pela reivindicação de redução das tarifas e pela composição social, e o MPL foi o seu propulsor.Boito Jr., Conflito distributivo de classes inundou e continua inundando o processo político nacional, resposta sobre Junho de 2013
- FatoA Constituição inclui o transporte entre os direitos sociais, na redação dada ao art. 6º pela Emenda Constitucional nº 90, de 2015.Assembleia Nacional Constituinte, Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, art. 6º
- FatoEm novembro de 2025, 137 cidades brasileiras não cobravam pelo transporte público, segundo o estudo dos pesquisadores da UnB, da UFMG e da USP.Agência Brasil, Estudo defende substituir vale-transporte por tarifa zero universal, reportagem de 26/11/2025
- FatoEm São Paulo e no Rio de Janeiro, os reajustes de R$ 0,20 previstos em 2013 foram cancelados como resposta às reivindicações dos atos.Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023
- FatoOs atos contra o aumento das passagens cresceram, chegaram a cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro e se tornaram grandes manifestações com pautas ligadas às condições de vida da população.Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023
- FatoEm 6 de junho de 2013, o Movimento Passe Livre fez em São Paulo o primeiro ato contra o aumento das tarifas do transporte público de R$ 3 para R$ 3,20.Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023
- Interpretação · Paique Duques Santarém, urbanista e militante do Movimento Passe Livre de Brasília, ouvido pela Agência BrasilOs protestos de 2013 mudaram o debate sobre transporte público no país e criaram um custo político para os aumentos de tarifa.Agência Brasil, Junho de 2013, reportagem de 04/06/2023
- FatoEm 21 de outubro de 2026, o governo enviou ao Congresso uma PEC que destina pelo menos 26,8% das emendas parlamentares de execução obrigatória ao custeio da gratuidade do transporte coletivo urbano, cerca de R$ 12 bilhões dos R$ 44,8 bilhões previstos no projeto de Orçamento de 2027, o suficiente para a tarifa zero nos fins de semana e feriados, segundo a Secom.Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026
- FatoA destinação dos recursos produz efeitos a partir do Orçamento de 2027, e a justificativa da proposta diz que ela não aumenta a despesa primária nem afeta a meta fiscal, porque usa as emendas impositivas já previstas na Constituição.Agência Brasil, Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte, reportagem de 21/10/2026
- Interpretação · Karl MarxQuando alguns estados dos Estados Unidos oferecem ensino superior gratuito, isso significa pagar às classes superiores os seus custos de educação com a caixa geral de impostos.Marx, Crítica do Programa de Gotha, parte IV, B, glosa ao ponto 1
- Interpretação · Karl MarxDo produto social destinado ao consumo, antes da repartição individual, deduz-se o que se destina à satisfação comunitária de necessidades, como escolas e serviços sanitários, parte que cresce significativamente desde o início em comparação com a sociedade atual e na medida em que a nova sociedade se desenvolve.Marx, Crítica do Programa de Gotha, parte I, glosa ao § 3 do programa
- FatoA Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, define o transporte público coletivo como direito social e dever do Estado e serviço público essencial, adota entre os princípios a universalização do acesso e a distinção entre o custo de remuneração do serviço e a tarifa, e prevê ampliar as fontes não tarifárias de financiamento.Congresso Nacional, Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, arts. 2º, 3º, I e XI, e 4º, XI
- FatoA Lei nº 15.432/2026 entra em vigor um ano depois da publicação oficial, que saiu no Diário Oficial da União de 14 de junho de 2026.Congresso Nacional, Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026, art. 44 e nota final
- FatoEm 2023, 37 municípios adotaram a gratuidade universal, um recorde, e em novembro de 2025 havia 137 cidades com tarifa zero universal, a maior concentração do planeta em números absolutos, segundo levantamento de Daniel Santini.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 13 do PDF
- Interpretação · André H. de Brito Veloso, Daniel Santini, Letícia Birchal Domingues, Roberto Andrés e Thiago TrindadeUma gratuidade só para os inscritos no CadÚnico custaria cerca de R$ 58 bilhões por ano, 75% da universal, com custo por usuário de cerca de R$ 1.200 por ano, contra R$ 827 na tarifa zero universal, e manteria a remuneração das empresas pelo número de passageiros.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, pp. 4 e 5 do PDF
- Interpretação · André H. de Brito Veloso, Daniel Santini, Letícia Birchal Domingues, Roberto Andrés e Thiago TrindadeA crise estrutural do transporte público, com forte perda de usuários, foi respondida pelos municípios com o aumento das políticas de tarifa zero, o que fez do país o líder mundial em experiências de gratuidade.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 4 do PDF
- Interpretação · André H. de Brito Veloso, Daniel Santini, Letícia Birchal Domingues, Roberto Andrés e Thiago TrindadeO transporte público custa cerca de R$ 65 bilhões por ano no país, e a gratuidade nas 706 cidades com mais de 50 mil habitantes custaria cerca de R$ 78 bilhões por ano e atenderia 124 milhões de pessoas.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 4 do PDF
- FatoAs políticas de tarifa zero, também chamadas de passe livre, podem ser universais, sem nenhuma restrição ao uso das redes, ou parciais, limitadas a horários, dias, linhas, regiões ou grupos de pessoas.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 13 do PDF
- Interpretação · André H. de Brito Veloso, Daniel Santini, Letícia Birchal Domingues, Roberto Andrés e Thiago TrindadeA alternativa mais promissora de financiamento é trocar o vale-transporte por uma contribuição das empresas, no modelo francês do Versement Mobilité, sem recursos do governo e sem novo tributo.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, p. 5 do PDF
- FatoO estudo foi financiado pela Frente Parlamentar em defesa da Tarifa Zero, com recursos dos gabinetes dos deputados Jilmar Tatto (PT-SP), Luiza Erundina (PSOL-SP), Érika Kokay (PT-DF) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), e a publicação teve apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.Veloso e Santini e Domingues e Andrés e Trindade, Caminhos para a Tarifa Zero, pp. 3 e 6 do PDF
- FatoA tarifa de remuneração do serviço soma a tarifa paga pelo usuário e as receitas de outras fontes para cobrir os custos reais, e a diferença a menor entre a remuneração e a tarifa pública é o déficit ou subsídio tarifário.Congresso Nacional, Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, art. 9º, §§ 1º a 3º
- FatoA política tarifária do transporte coletivo deve promover a equidade no acesso, a contribuição dos beneficiários diretos e indiretos para o custeio da operação e a modicidade da tarifa para o usuário.Congresso Nacional, Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, art. 8º, I, IV e VI
Fontes desta página
- VELOSO, André H. de Brito; SANTINI, Daniel; DOMINGUES, Letícia Birchal; ANDRÉS, Roberto; TRINDADE, Thiago. Caminhos para a Tarifa Zero. Brasília: INCT Observatório das Metrópoles (Núcleo Brasília) e IPOL/UnB, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, 2025. Abrir ↗
- Gisele Machado (Câmara Municipal de São Paulo). A tarifa ideal (Apartes, revista da Câmara Municipal de São Paulo, outubro de 2013, pp. 16-23). saopaulo.sp.leg.br. Abrir ↗
- Agência Brasil. Junho de 2013: entenda o cenário de insatisfação que levou a protestos (Agência Brasil, 04/06/2023). agenciabrasil.ebc.com.br, 04/06/2023. Abrir ↗
- Agência Brasil. Junho de 2013: transporte teve menos reajustes, mas gargalos continuam (Agência Brasil, 04/06/2023). agenciabrasil.ebc.com.br, 04/06/2023. Abrir ↗
- BOITO JR., Armando. Conflito distributivo de classes inundou e continua inundando o processo político nacional (entrevista ao IHU On-Line, julho de 2018). 2018. Abrir ↗
- Assembleia Nacional Constituinte. Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988. planalto.gov.br, 05/10/1988. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Política Nacional de Mobilidade Urbana). planalto.gov.br, 03/01/2012. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 15.432, de 13 de junho de 2026 (marco legal do transporte público coletivo urbano). planalto.gov.br, 13/06/2026. Abrir ↗
- Agência Brasil. Estudo defende substituir vale-transporte por tarifa zero universal (Agência Brasil, 26/11/2025). agenciabrasil.ebc.com.br, 26/11/2025. Abrir ↗
- Agência Brasil. Governo envia ao Congresso proposta de tarifa zero no transporte (Agência Brasil, 21/10/2026). agenciabrasil.ebc.com.br, 21/10/2026. Abrir ↗
- MARX, Karl. Crítica do Programa de Gotha. Trad. José Barata-Moura. Lisboa; Moscovo: Editorial Avante!; Edições Progresso (Obras escolhidas em três tomos), 1982. Abrir ↗
- BEHRING, Elaine Rossetti. Políticas de desenvolvimento econômico, ajustes fiscais ou direitos sociais: para onde aponta o Novo Arcabouço Fiscal brasileiro? (entrevista especial com Elaine Rossetti Behring, por Franci Gomes Cardoso). São Luís: Revista de Políticas Públicas (UFMA), v. 29, n. 2, pp. 770-778, 2025, 2025. Abrir ↗
- Elaine Rossetti Behring e Franci Gomes Cardoso. Políticas de desenvolvimento econômico, ajustes fiscais ou direitos sociais: para onde aponta o Novo Arcabouço Fiscal brasileiro? (entrevista com Elaine Rossetti Behring, Revista de Políticas Públicas, v. 29, n. 2, 2025). periodicoseletronicos.ufma.br. Abrir ↗
- Instituto Humanitas Unisinos. Conflito distributivo de classes inundou e continua inundando o processo político nacional (entrevista com Armando Boito Jr.; usada só para a ficha de O golpe de 1954). ihu.unisinos.br, 08/07/2018. Abrir ↗
- Karl Marx. Crítica do Programa de Gotha, glosas marginais ao programa do Partido Operário Alemão, no MIA. marxists.org. Abrir ↗
- André H. de Brito Veloso, Daniel Santini, Letícia Birchal Domingues, Roberto Andrés e Thiago Trindade. Caminhos para a Tarifa Zero (INCT Observatório das Metrópoles e IPOL/UnB, novembro de 2025). observatoriodasmetropoles.net.br. Abrir ↗