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República OligárquicaPRCViés: salvações militares sob as oligarquias
Hermes da Fonseca
Governou de 15/11/1910 a 15/11/1914
O marechal Hermes da Fonseca governou de 1910 a 1914 com a política das salvações, que usou a força federal para trocar os grupos no poder em vários estados. Na primeira semana do governo, a Revolta da Chibata arrancou o fim dos castigos físicos na Marinha, mas depois centenas de marinheiros foram mortos ou desterrados. O governo endureceu a lei de expulsão de estrangeiros e enfrentou o Contestado.
- Partido
- Partido Republicano Conservador (PRC)
- Como chegou
- eleição direta de 1º de março de 1910, com 403.867 votos contra 222.822 de Rui Barbosa
- Como saiu
- fim do mandato; passou o cargo a Venceslau Brás
- Nascimento
- São Gabriel (RS), 1855
- Morte
- Petrópolis (RJ), 1923
- Antes da presidência
- militar; ministro da Guerra de Afonso Pena (1906-1909), quando instituiu o serviço militar obrigatório; sobrinho de Deodoro
O governo em datas
Hermes da Fonseca, 1910–1914
- 01/03/1910Hermes vence Rui Barbosa na eleição presidencial.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 15/11/1910Posse.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 22/11/1910Começa a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 26/11/1910O governo aceita as exigências, extingue os castigos físicos e concede anistia.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 09/12/1910Revolta no Batalhão Naval; o governo bombardeia a ilha das Cobras.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 08/01/1913Decreto nº 2.741 endurece a lei de expulsão de estrangeiros.Michel Goulart da Silva, Repressão e exílio na trajetória de Everardo Dias
- 04/03/1914Estado de sítio no Distrito Federal e em Niterói.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
- 15/11/1914Hermes passa o cargo a Venceslau Brás.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
O que o governo fez
Principais medidas
- 1910
Fim dos castigos físicos na Marinha
Decretado sob a pressão da Revolta da Chibata, junto com a anistia aos revoltosos, que depois foram perseguidos.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da - 1912
Congresso operário oficial
O governo patrocinou no Palácio Monroe um congresso operário organizado pelo filho do presidente, visto pelos líderes operários como sindicalismo amarelo.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da - 1913
Endurecimento da lei de expulsão
O Decreto nº 2.741 retirou o direito de defesa dos estrangeiros acusados de agitação; 66 pessoas foram expulsas em 1913.
Michel Goulart da Silva, Repressão e exílio na trajetória de Everardo Dias Vilas operárias
Construção de habitações para operários no subúrbio do Rio e na Gávea.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes daPolítica das salvações
Substituição, por manobras eleitorais ou pela força militar, dos grupos no poder em vários estados.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da
Para entender o governo
O marechal eleito
Hermes Rodrigues da Fonseca nasceu em São Gabriel (RS), em 1855, era sobrinho de Deodoro e foi o ministro da Guerra que instituiu o serviço militar obrigatório no governo Afonso Pena. Lançado pelo senador gaúcho Pinheiro Machado, ele se tornou o candidato do governo depois da morte de Pena e teve o apoio de Minas Gerais, que indicou o vice, Venceslau Brás. Na eleição de 1º de março de 1910, marcada por denúncias de fraude dos dois lados, Hermes teve 403.867 votos, contra 222.822 de Rui Barbosa, e tomou posse em 15 de novembro. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 19; Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República")
A Revolta da Chibata
Em 22 de novembro de 1910, marinheiros tomaram os encouraçados Minas Gerais e São Paulo, os navios mais poderosos da esquadra, sob a liderança de João Cândido Felisberto. Eles exigiam o fim dos castigos físicos, que a lei já tinha abolido mas os oficiais continuavam aplicando, melhores condições de trabalho e anistia, e ameaçavam bombardear a cidade. No dia 26, o governo aceitou as exigências e decretou o fim dos castigos e a anistia. Depois, quando os marinheiros do Batalhão Naval se rebelaram na ilha das Cobras, em 9 de dezembro, o governo bombardeou a ilha, centenas de marinheiros morreram, e muitos outros morreram na prisão ou no desterro nos seringais do Norte. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República")
Para o historiador marxista Mário Maestri, a maioria dos marinheiros era negra, mulata, parda ou cabocla e continuava sendo açoitada mais de duas décadas depois da Abolição por uma oficialidade branca e racista. Maestri afirma que a modernização da esquadra transformou os marujos num proletariado embarcado e que as exigências de salário e de condições de trabalho pesaram tanto quanto o fim da chibata. Ele também destaca que os marinheiros não aceitaram oficiais no movimento, o que para ele mostra o caráter de classe da revolta. (Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, pp. 24, 25, 32, 33 e 36)
A política das salvações
O governo trocou, por manobras eleitorais ou pela força militar, os grupos que mandavam em vários estados por outros de sua confiança, muitos deles militares, sem mexer na ordem econômica e social desses estados. Essa política das salvações deu certo em vários estados do Norte e do Nordeste, mas não abalou os governos de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. No Ceará, os grupos desalojados se aliaram ao padre Cícero e retomaram o governo em março de 1914, e a crise levou o governo federal a decretar estado de sítio no Distrito Federal e em Niterói, com prisão de oficiais e fechamento de jornais. Para Nelson Werneck Sodré, as salvações, as intervenções e o bombardeio da Bahia mostravam que o centro das lutas políticas tinha passado para os estados. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República"; Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 315)
Operários: congresso oficial e expulsões
Em novembro de 1912, o governo patrocinou no Palácio Monroe um congresso operário organizado pelo deputado Mário Hermes, filho do presidente, com passagens pagas pelo Estado. Astrojildo Pereira chamou esse encontro de congresso dos pelegos e de manobra para amansar a combatividade operária com promessas de leis trabalhistas e de casa operária. Em janeiro de 1913, Hermes sancionou o Decreto nº 2.741, que tirou o direito de defesa dos estrangeiros acusados de agitação, e 66 pessoas foram expulsas naquele ano. Segundo Astrojildo, a lei foi exigida pelos donos das Docas de Santos e provocou comícios operários simultâneos em várias cidades em 20 de maio de 1913. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República"; Pereira, Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil; Michel Goulart da Silva, Repressão e exílio na trajetória de Everardo Dias, p. 15)
O Contestado
Em 1912, começou na região disputada por Paraná e Santa Catarina a guerra do Contestado, numa área de madeira e erva-mate marcada pela disputa da terra, pela presença de capital estrangeiro e pela pobreza dos trabalhadores rurais. Os sertanejos, organizados numa comunidade religiosa, enfrentaram as forças dos estados e depois o Exército, que só os derrotou em 1916. Para Sodré, o Contestado foi, como Canudos, uma luta de gente sem terra que cobria o desespero com a religião. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República"; Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 309)
O balanço
O governo construiu vilas operárias no subúrbio do Rio, no bairro que levaria o nome do presidente, e na Gávea, concluiu a ferrovia Madeira-Mamoré e retomou o pagamento das amortizações da dívida externa, suspensas desde o funding loan. Hermes passou o cargo a Venceslau Brás em 15 de novembro de 1914, foi para a Europa depois do assassinato de Pinheiro Machado e, de volta ao Brasil, presidiu o Clube Militar na crise de 1922. Ele morreu em Petrópolis (RJ), em 9 de setembro de 1923. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção "Presidente da República"; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 19 e 22)
O que dizem os historiadores marxistas
Nelson Werneck Sodré
As salvações, as intervenções e o bombardeio da Bahia mostram que o centro das lutas passara para os estados, e a revolta dos marinheiros mostrava que o quadro tinha mudado.
Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 315Mário Maestri
A Revolta da Chibata foi um movimento de marinheiros negros e mestiços, transformados em proletariado embarcado pela modernização da esquadra, com caráter de classe, sindical e de confronto racial.
Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, pp. 24-25, 33 e 36Astrojildo Pereira
O congresso operário oficial de 1912 foi uma manobra governamental para amainar a combatividade operária, e a lei de expulsão de 1913 foi exigida pelos donos das Docas de Santos.
Pereira, Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil
Leitura de classe do governo
- Regime
- oligárquico
- Bloco no poder
- militares e grupos dominantes estaduais articulados por Pinheiro Machado, com o apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul (CPDOC; Arquivo Nacional, p. 19; Sodré, p. 315)
- Relação com o imperialismo
- alinhamento
- Relação com os trabalhadores
- repressão, tutela
Lutas de classes no governo
- Revolta da Chibata · 1910 · Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, nos encouraçados Minas Gerais, São Paulo e Deodoro e no cruzador Bahia
- Guerra do Contestado · 1912–1916 · Planalto e meio-oeste de Santa Catarina, na região de limites disputada com o Paraná
Para estudar este governo
SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Onde ler: pp. 309 e 315.
MAESTRI, Mário. A Revolta da Chibata faz cem anos. Londrina: Antíteses (Universidade Estadual de Londrina), v. 3, n. esp., pp. 24-38, 2010. Onde ler: pp. 24-36.
PEREIRA, Astrojildo. Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil. 1952.
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De onde vem cada afirmação desta página (31)
- FatoHermes da Fonseca nasceu em São Gabriel (RS), em 12 de maio de 1855, e era sobrinho de Deodoro da Fonseca.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 19
- FatoDepois da sublevação dos marinheiros do Batalhão Naval na ilha das Cobras, em 9 de dezembro de 1910, o governo bombardeou a ilha, provocando a morte de centenas de marinheiros, e muitos outros morreram na prisão ou no desterro nos seringais do Norte.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- Interpretação · Mário MaestriPara Maestri, os marinheiros de 1910, em sua maioria negros, mulatos, pardos e caboclos, eram açoitados como nos tempos do cativeiro mais de duas décadas após a Abolição, por uma oficialidade despótica, aristocrática e racista.Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, p. 25
- Interpretação · Mário MaestriMaestri descreve a oficialidade da Marinha como branca e originária de grandes famílias de ex-escravistas.Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, p. 32
- Interpretação · Mário MaestriPara Maestri, a modernização da Armada transformou os marujos num proletariado embarcado, e a revolta teve caráter sindical e de confronto racial.Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, p. 24 (resumo) e p. 36
- Interpretação · Mário MaestriPara Maestri, a exigência de melhores soldos e de melhores condições de trabalho e de vida foi motivo tão determinante da revolta quanto o fim dos castigos físicos.Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, p. 33
- Interpretação · Mário MaestriPara Maestri, a recusa dos marinheiros em aceitar oficiais e suboficiais na revolta ressalta o caráter de classe e social do movimento.Maestri, A Revolta da Chibata faz cem anos, p. 36
- FatoA política das salvações procurou substituir, por manobras eleitorais ou pelo uso da força militar, os grupos no poder nos estados por outros da confiança do governo, muitos deles militares, sem modificar a ordem econômica e social dos estados.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoA política das salvações foi bem-sucedida num primeiro momento na maioria dos estados do Norte e Nordeste, mas não abalou os situacionismos de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoNo Ceará, grupos tradicionais desalojados do poder, apoiados por Pinheiro Machado, aliaram-se ao padre Cícero e recuperaram o governo estadual em março de 1914.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoEm 4 de março de 1914, o governo decretou estado de sítio no Distrito Federal e em Niterói, com prisão de oficiais, inclusive três generais, e de civis, e fechamento de jornais; o sítio foi prorrogado até 30 de outubro de 1914.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoComo ministro da Guerra de Afonso Pena (1906-1909), Hermes instituiu a Lei do Serviço Militar Obrigatório.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 19
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, as salvações, as intervenções nos estados e o bombardeio da Bahia mostram como o centro de gravidade das lutas se transferira para os estados, e a revolta dos marinheiros mostrava que o quadro era diferente.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 315
- FatoEm novembro de 1912, o governo patrocinou no Palácio Monroe o IV Congresso Operário Brasileiro, organizado pelo deputado Mário Hermes, filho do presidente, com passagens pagas pelo governo; os líderes operários o associavam ao sindicalismo amarelo.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- Interpretação · Astrojildo PereiraPara Astrojildo Pereira, o congresso operário de 1912 foi uma manobra governamental para amainar o ânimo combativo das massas, acenando com leis trabalhistas e com o velho conto da casa operária.Pereira, Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil, parte sobre 1912-1913
- FatoEm 8 de janeiro de 1913, Hermes sancionou o Decreto nº 2.741, emenda de Adolfo Gordo à lei de expulsão que retirou o direito de defesa dos estrangeiros acusados de perturbar a ordem, e 66 pessoas foram expulsas em 1913.Michel Goulart da Silva, Repressão e exílio na trajetória de Everardo Dias, p. 15
- FatoSegundo Astrojildo Pereira, a lei de expulsão foi exigida pelos magnatas das Docas de Santos, e a COB convocou comícios simultâneos em várias cidades em 20 de maio de 1913.Pereira, Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil, parte sobre 1912-1913
- FatoA guerra do Contestado começou em 1912 numa zona disputada por Santa Catarina e Paraná, rica em madeira e erva-mate, palco de disputas pela posse da terra agravadas pela presença de capitais estrangeiros e pela pobreza dos trabalhadores rurais.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoOs sertanejos do Contestado, organizados em comunidade religiosa de tipo messiânico, enfrentaram a repressão estadual e depois o Exército, que só os submeteu definitivamente em 1916.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, Canudos e o Contestado expressaram a luta dos sem-terra, de gente desprotegida, que cobria o desespero com o fanatismo religioso.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 309
- FatoO governo Hermes construiu vilas operárias em área suburbana do Rio que levaria o nome do presidente e na Gávea, concluiu a ferrovia Madeira-Mamoré e retomou a amortização da dívida externa, congelada desde o funding loan.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoDepois do assassinato de Pinheiro Machado, Hermes foi para a Europa em 1915 e voltou ao Brasil em 1920.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 19
- FatoA candidatura de Hermes foi lançada em convenção organizada por Pinheiro Machado em 22 de maio de 1909 e, com a morte de Afonso Pena e a posse de Nilo Peçanha, passou a ter o apoio da máquina federal.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoEm 1922, o Clube Militar era comandado por Hermes da Fonseca, que foi preso em 2 de julho daquele ano.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 22
- FatoHermes da Fonseca morreu em Petrópolis (RJ), em 9 de setembro de 1923.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 19
- FatoHermes se sustentou no prestígio militar e nos dispositivos eleitorais de muitos estados, em especial Minas Gerais, que lhe deu o candidato a vice, Venceslau Brás.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoNa eleição de 1º de março de 1910, marcada por denúncias recíprocas de fraude, Hermes teve 403.867 votos, contra 222.822 de Rui Barbosa.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoHermes tomou posse em 15 de novembro de 1910.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoEm 22 de novembro de 1910, estourou um motim de marinheiros em embarcações na baía de Guanabara, entre elas os encouraçados Minas Gerais e São Paulo, sob a liderança de João Cândido Felisberto.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoA Revolta da Chibata visava o fim dos castigos físicos, legalmente abolidos nos primeiros dias da República mas ainda praticados, melhores condições de trabalho, acesso aos direitos de cidadãos e anistia, e os marinheiros ameaçavam bombardear a cidade.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
- FatoEm 26 de novembro de 1910, o governo aceitou as exigências, decretando a extinção dos castigos físicos e a anistia aos que se entregassem.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Hermes da, seção Presidente da República
Fontes desta página
- Arquivo Nacional. Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Dilma Rousseff, 3. ed. rev. e ampl. (2012). gov.br. Abrir ↗
- Renato Lemos (CPDOC/FGV). FONSECA, Hermes da (verbete do Dicionário da Primeira República). cpdoc.fgv.br. Abrir ↗
- MAESTRI, Mário. A Revolta da Chibata faz cem anos. Londrina: Antíteses (Universidade Estadual de Londrina), v. 3, n. esp., pp. 24-38, 2010. Abrir ↗
- SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Abrir ↗
- PEREIRA, Astrojildo. Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil. 1952. Abrir ↗
- Michel Goulart da Silva. Repressão e exílio na trajetória de Everardo Dias (Perseu, n. 15, ano 12, 2018). revistaperseu.fpabramo.org.br. Abrir ↗
- Mário Maestri. A Revolta da Chibata faz cem anos (Antíteses, v. 3, n. esp., pp. 24-38, dez. 2010). redalyc.org. Abrir ↗
- Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil (PDF digitalizado da edição Brasiliense, com marca da Biblioteca Nacional). marxists.org. Abrir ↗
- Astrojildo Pereira. Lutas operárias que antecederam a fundação do Partido Comunista do Brasil (Problemas, n. 39, mar.-abr. 1952). marxists.org. Abrir ↗