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Ditadura empresarial-militarViés: abertura tutelada e crise da dívida
João Batista de Oliveira Figueiredo
Governou de 15/03/1979 a 15/03/1985
General e ex-chefe do SNI, governou de 1979 a 1985, último presidente da ditadura. Fez a anistia, a reforma partidária e a volta das eleições diretas para governador, em meio à crise da dívida, às greves do ABC e aos atentados da direita. Para Florestan Fernandes, a abertura buscava disfarçar a ditadura num sistema constitucional pronto para conter os de baixo.
- Como chegou
- designado por Geisel e eleito de forma indireta; posse em 15 de março de 1979
- Como saiu
- terminou o mandato em 15 de março de 1985; Tancredo Neves, eleito pelo Colégio Eleitoral, foi internado na véspera da posse, e o vice José Sarney assumiu
- Nascimento
- Rio de Janeiro (RJ), 1918
- Morte
- Rio de Janeiro (RJ), 1999
- Antes da presidência
- militar; chefe do Gabinete Militar de Médici (1969-1974) e ministro-chefe do SNI no governo Geisel (1974-1979)
O governo em datas
João Batista de Oliveira Figueiredo, 1979–1985
- 15/03/1979Figueiredo toma posse.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
- 28/08/1979Lei nº 6.683, a Lei de Anistia.Congresso Nacional, Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979
- 30/10/1979Lei nº 6.708 cria a correção semestral dos salários.Congresso Nacional, Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979
- 20/12/1979Lei nº 6.767 abre caminho para novos partidos.Congresso Nacional, Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979
- 19/11/1980Emenda Constitucional nº 15 restabelece o voto direto para governador e senador.Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980
- 14/12/1983Lei nº 7.170, nova Lei de Segurança Nacional.Congresso Nacional, Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983
- 15/01/1985Colégio Eleitoral elege Tancredo Neves e José Sarney.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
O que o governo fez
Principais medidas
- 1979
Anistia
Anistia a crimes políticos e conexos, com volta dos exilados.
Congresso Nacional, Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 - 1979
Reforma partidária
Fim do bipartidarismo e criação de novos partidos.
Congresso Nacional, Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979 - 1979
Correção semestral
Salários corrigidos a cada seis meses pelo índice de preços ao consumidor.
Congresso Nacional, Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979 - 1980
Diretas para governador
Voto direto para governador e senador.
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980 - 1982
Finsocial
Contribuição de 0,5% da receita bruta das empresas para programas sociais, geridos pelo BNDES.
Arquivo Nacional, Os presidentes e a República - 1983
Lei de Segurança Nacional
Nova definição dos crimes contra a segurança nacional.
Congresso Nacional, Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983
Para entender o governo
Do SNI à presidência
João Batista de Oliveira Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro, em 1918, e era militar. Chefiou o Gabinete Militar de Médici e foi ministro-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) no governo Geisel. Designado por Geisel e eleito de forma indireta, tomou posse em 15 de março de 1979 e reafirmou o projeto de abertura política do governo anterior. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49; Marini, Brasil, p. 12)
Anistia e novos partidos
Em agosto de 1979, a Lei de Anistia beneficiou presos políticos, parlamentares cassados e servidores demitidos e permitiu a volta dos exilados. A lei excluiu os condenados por terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal, mas tratou como conexos aos políticos os crimes de qualquer natureza relacionados a eles. O Arquivo Nacional registra que foram anistiados também os responsáveis pelos excessos cometidos em nome do governo e da segurança nacional. (Congresso Nacional, Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, art. 1º, §§ 1º e 2º; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49)
Em dezembro de 1979, a reforma da Lei Orgânica dos Partidos acabou com o bipartidarismo. Da Arena e do MDB saíram o Partido Democrático Social (PDS) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e surgiram também o Partido Popular (PP), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola, e o Partido dos Trabalhadores (PT), fundado pelo líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. A Emenda Constitucional nº 15, de novembro de 1980, restabeleceu o voto direto para governador e para senador. (Congresso Nacional, Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49; Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980)
Bombas contra a abertura
Em 1980, grupos de direita foram responsabilizados por atentados a bomba contra bancas que vendiam jornais de esquerda, e cartas-bomba mataram a secretária Lida Monteiro da Silva, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e mutilaram um funcionário da Câmara Municipal do Rio. Em 1981, duas bombas explodiram perto do Riocentro, no Rio de Janeiro, durante um show do Dia do Trabalho, e as únicas vítimas foram dois militares do CODI do I Exército. O inquérito inocentou os dois, o resultado foi posto sob suspeita, e o caso abriu uma crise grave no governo. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 49-50)
Crise da dívida e greves
O Arquivo Nacional registra o esgotamento do modelo econômico dos governos militares, agravado pela nova crise do petróleo de 1979 e pela alta dos juros internacionais. Em 1981, a dívida externa girava em torno de 61 bilhões de dólares, o produto caía e a inflação era alta, a combinação que os economistas chamam de estagflação. Ruy Mauro Marini conta que a economia cresceu 9% em 1980, entrou em recessão de 1981 a 1983 e que, em 1982, o país decretou moratória da dívida e se submeteu ao Fundo Monetário Internacional (FMI). (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49; Marini, Brasil, p. 11)
A Lei nº 6.708, de outubro de 1979, passou a corrigir os salários a cada seis meses pelo índice de preços ao consumidor. Em julho de 1983, o Decreto-Lei nº 2.045 alterou essa política salarial e acabou rejeitado pelo Congresso. (Congresso Nacional, Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979, art. 1º; Presidência da República, Decreto-Lei nº 2.045, de 13 de julho de 1983)
Desde 1978, várias categorias entraram em greve, e em 1980 os metalúrgicos do ABC paulista pararam por 41 dias, com demissões, choques com a polícia e o Exército, intervenção nos sindicatos e prisão de líderes enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Em 1981 reuniu-se a primeira Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat), e em 1983 foi criada a Central Única dos Trabalhadores (CUT). (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 49-50)
Diretas Já e Colégio Eleitoral
Em novembro de 1982, o país votou para o Congresso e para os governos estaduais, e a oposição ganhou a maioria da Câmara, enquanto o PDS, partido do governo, manteve a maioria no Senado e nos governos estaduais. A campanha das Diretas Já tomou o país a partir de 1983, mas a emenda do deputado Dante de Oliveira, que restabelecia a eleição direta para presidente, foi derrotada na Câmara em abril de 1984. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves presidente e José Sarney vice, contra Paulo Maluf, e Tancredo adoeceu na véspera da posse. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 50-51)
Como os marxistas leram o governo
Florestan Fernandes, em 1981, via as classes dominantes tentando remover os excessos da ditadura sem desmontá-la. Para ele, o máximo que conseguiam era disfarçar a estrutura criada pela ditadura de classe num sistema constitucional e representativo pronto para conter e reprimir os de baixo, e as oposições organizadas se batiam menos contra a ditadura do que pela volta ao Estado de direito com uma Assembleia Constituinte. Florestan registra também o surgimento de uma vanguarda operária e sindical mais organizada. (Fernandes, O que é revolução?, pp. 79-80)
Marini descreve Figueiredo como um típico militar de caserna, que ameaçava com prisão e violência quem se opusesse à democratização, mas que promoveu as medidas básicas da abertura, junto com a repressão aos sindicatos. Para Marini, a derrota das Diretas mostrou que a elite política preferia as negociações de cúpula à mobilização popular. (Marini, Brasil, pp. 12-15)
Luiz Carlos Prestes, de volta do exílio, criticou em 1980 a direção do PCB e escreveu que a abertura trazia conquistas muito limitadas, que na prática excluíam as grandes massas. Em 1982, ele descreveu o governo como um condomínio de generais e superburocratas a serviço dos grandes grupos econômicos e do capital financeiro internacional, que jogava o custo da crise sobre os trabalhadores. (Prestes, Carta aos comunistas; Prestes, Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência contra a fome, a carestia e o desemprego)
Nesta leitura
O que dizem os historiadores marxistas
Florestan Fernandes
As classes burguesas tentavam disfarçar a estrutura da ditadura de classe num sistema constitucional e representativo pronto para conter e reprimir os de baixo.
Fernandes, O que é revolução?, p. 80Ruy Mauro Marini
Figueiredo promoveu as medidas básicas da abertura junto com a repressão aos sindicatos, e a transição seguiu pela negociação de cúpula.
Marini, Brasil, pp. 11-15Luiz Carlos Prestes
A abertura trouxe conquistas limitadas que excluíam as massas, e o governo era um condomínio de generais e superburocratas a serviço do grande capital.
Prestes, Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência contra a fome, a carestia e o desempregoDemian Bezerra de Melo
As greves do ABC foram a explosão das contradições do modelo, depois de dez anos de arrocho.
Melo, Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente, p. 49
Leitura de classe do governo
- Regime
- ditadura
- Bloco no poder
- cúpula militar, grandes grupos econômicos e capital financeiro internacional (Prestes, 1982), com a transição negociada pelas elites (Marini, 1991, pp. 14-15)
- Relação com o imperialismo
- alinhamento
- Relação com os trabalhadores
- repressão, concessão
Lutas de classes no governo
- Diretas Já · 1983–1984 · Capitais e grandes cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia, e a Câmara dos Deputados, em Brasília
- Fundação do MST · 1984 · Cascavel, no oeste do Paraná
Para estudar este governo
FERNANDES, Florestan. O que é revolução? 1981. Onde ler: pp. 79-80.
MARINI, Ruy Mauro. Brasil: da ditadura à democracia, 1964-1990. 1991. Onde ler: pp. 11-15.
PRESTES, Luiz Carlos. Carta aos comunistas. 1980.
MELO, Demian Bezerra de. Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Marechal Cândido Rondon: Espaço Plural (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), v. 13, n. 27, pp. 39-53, 2012. Onde ler: p. 49.
PRESTES, Luiz Carlos. Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência contra a fome, a carestia e o desemprego. 1982.
De onde vem cada afirmação desta página (32)
- FatoA Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, concedeu anistia a quem cometeu crimes políticos ou conexos entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, considerou conexos os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos e excluiu os condenados por terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal.Congresso Nacional, Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, art. 1º, §§ 1º e 2º
- FatoA Lei de Anistia beneficiou destituídos, presos políticos e parlamentares cassados desde 1964 e permitiu a volta dos exilados; foram anistiados também os responsáveis pelos excessos cometidos em nome do governo e da segurança nacional.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoEm 1980, grupos de direita foram responsabilizados por atentados a bancas de jornal, e cartas-bomba enviadas à Câmara Municipal do Rio e à OAB mutilaram o funcionário José Ribamar e mataram a secretária Lida Monteiro da Silva.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoFigueiredo foi chefe do Gabinete Militar de Médici (1969-1974) e ministro-chefe do SNI no governo Geisel (1974-1979).Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoDe 1980 a 1985, a CNV identificou nove mortes por execução ou tortura, 5% do total.Comissão Nacional da Verdade, Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v, p. 440
- FatoEm 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral elegeu Tancredo Neves e José Sarney, contra Paulo Maluf e Flávio Marcílio; Tancredo foi internado em 14 de março, e Sarney assumiu interinamente.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 50-51
- FatoEm 1981 reuniu-se a primeira Conclat, e em 1983 foi criada a CUT.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 50
- FatoO Decreto-Lei nº 2.045, de 13 de julho de 1983, alterou a política salarial da Lei nº 6.708 e foi rejeitado pelo Congresso.Presidência da República, Decreto-Lei nº 2.045, de 13 de julho de 1983, cabeçalho
- FatoFigueiredo foi designado por Geisel e eleito indiretamente por um colégio eleitoral.Marini, Brasil, p. 12
- FatoA emenda Dante de Oliveira, das eleições diretas para presidente, foi derrotada na Câmara em abril de 1984, depois da campanha das Diretas Já.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 50
- FatoNas eleições diretas de novembro de 1982, a oposição obteve maioria na Câmara, e o PDS manteve a maioria no Senado e nos governos estaduais.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 50
- FatoA Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980, restabeleceu o voto direto nas eleições para governador e para senador.Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980, ementa
- FatoNo governo Figueiredo registrou-se o esgotamento do modelo econômico dos governos militares, agravado pela crise do petróleo de 1979 e pela alta dos juros internacionais.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoEm 1981, a dívida externa girava em torno de 61 bilhões de dólares, com crescimento negativo do PIB e inflação alta, o que os economistas chamaram de estagflação.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoEm 1982 foi criado o Finsocial, com 0,5% da receita bruta das empresas para programas considerados prioritários, geridos pelo BNDE, que passou a se chamar BNDES.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- Interpretação · Florestan FernandesAs classes burguesas lutavam para remover a exacerbação ditatorial e conseguiam no máximo disfarçar o complexo institucional da ditadura de classe num sistema constitucional e representativo pronto para conter e reprimir os de baixo.Fernandes, O que é revolução?, p. 80
- Interpretação · Florestan FernandesOs grupos organizados ao lado dos trabalhadores se batiam menos contra a ditadura que pela volta ao Estado de direito com uma Assembleia Constituinte.Fernandes, O que é revolução?, p. 80
- Interpretação · Florestan FernandesSurgiu uma vanguarda operária e sindical mais organizada e mais disposta a dinamizar a luta de classes.Fernandes, O que é revolução?, p. 79
- FatoEm 1980, a greve dos metalúrgicos do ABC durou 41 dias e resultou em demissões, choques com a polícia e o Exército, intervenção em sindicatos e prisão de líderes enquadrados na Lei de Segurança Nacional.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 49-50
- FatoA Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979, mandou corrigir o valor dos salários a cada seis meses pelo índice de preços ao consumidor.Congresso Nacional, Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979, art. 1º
- FatoA Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, modificou a Lei Orgânica dos Partidos Políticos.Congresso Nacional, Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, ementa
- FatoA economia cresceu 9% em 1980, entrou em recessão de 1981 a 1983, e em 1982 houve moratória da dívida externa e submissão ao FMI.Marini, Brasil, p. 11
- Interpretação · Ruy Mauro MariniFigueiredo era um típico militar de caserna, que ameaçava quem se opusesse à democratização, e coube a ele promover as medidas básicas da abertura, junto com ações repressivas contra os sindicatos.Marini, Brasil, p. 12
- Interpretação · Ruy Mauro MariniA derrota das Diretas mostrou que a elite política, optando pela frustração da mobilização cívica, preferia as negociações de cúpula.Marini, Brasil, pp. 14-15
- Interpretação · Demian Bezerra de MeloAs contradições do modelo explodiram no fim dos anos 1970 com as greves operárias do ABC paulista, centro da indústria de bens duráveis.Melo, Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente, p. 49
- FatoFigueiredo morreu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1999.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoFigueiredo, militar, nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1918.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoA nova Lei Orgânica dos Partidos extinguiu o bipartidarismo, e com o fim da Arena e do MDB formaram-se o PDS, o PMDB, o PP, o PTB, o PDT e o PT.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- FatoPor eleição indireta, Figueiredo passou a exercer a presidência em 15 de março de 1979, reafirmando o projeto de abertura política.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 49
- Interpretação · Luiz Carlos PrestesAs conquistas da abertura eram muito limitadas e na prática excluíam as grandes massas populares; os comunistas não podiam aceitar liberdades só para as elites.Prestes, Carta aos comunistas
- Interpretação · Luiz Carlos PrestesO governo, controlado por um condomínio de generais e superburocratas que representava os grandes grupos econômicos e o capital financeiro internacional, descarregava os custos da crise nas costas dos trabalhadores.Prestes, Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência contra a fome, a carestia e o desemprego
- FatoEm 1981, duas bombas explodiram perto do Riocentro, no Rio, durante um show do Dia do Trabalho; as únicas vítimas foram dois militares do CODI do I Exército, e o inquérito que os inocentou foi posto sob suspeição.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 49-50
Fontes desta página
- Arquivo Nacional. Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Dilma Rousseff, 3. ed. rev. e ampl. (2012). gov.br. Abrir ↗
- MARINI, Ruy Mauro. Brasil: da ditadura à democracia, 1964-1990. 1991. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 (Lei de Anistia). planalto.gov.br, 28/08/1979. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979 (reforma da Lei Orgânica dos Partidos). planalto.gov.br, 20/12/1979. Abrir ↗
- Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Emenda Constitucional nº 15, de 19 de novembro de 1980 (voto direto para governador e senador). planalto.gov.br, 19/11/1980. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979 (correção semestral dos salários). planalto.gov.br, 30/10/1979. Abrir ↗
- Presidência da República. Decreto-Lei nº 2.045, de 13 de julho de 1983 (política salarial; rejeitado pelo Congresso). planalto.gov.br, 13/07/1983. Abrir ↗
- FERNANDES, Florestan. O que é revolução? 1981. Abrir ↗
- PRESTES, Luiz Carlos. Carta aos comunistas. 1980. Abrir ↗
- PRESTES, Luiz Carlos. Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência contra a fome, a carestia e o desemprego. 1982. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 7.170, de 14 de dezembro de 1983 (Lei de Segurança Nacional). planalto.gov.br, 14/12/1983. Abrir ↗
- MELO, Demian Bezerra de. Ditadura "civil-militar"? Controvérsias historiográficas sobre o processo político brasileiro no pós-1964 e os desafios do tempo presente. Marechal Cândido Rondon: Espaço Plural (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), v. 13, n. 27, pp. 39-53, 2012. Abrir ↗
- Comissão Nacional da Verdade. Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v. I (dezembro de 2014). gov.br. Abrir ↗