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República OligárquicaPRMViés: oligarquia cafeeira em estado de sítio
Artur Bernardes
Governou de 15/11/1922 a 15/11/1926
Artur Bernardes, mineiro, governou de 1922 a 1926 quase todo o tempo sob estado de sítio. O governo dele bombardeou São Paulo para derrotar a revolta tenentista de 1924, perseguiu a Coluna Prestes e mandou presos políticos para Clevelândia, no Amapá. Ao mesmo tempo, criou a Lei Elói Chaves e a lei de férias e reforçou o poder de intervenção do Executivo com a reforma constitucional de 1926.
- Partido
- Partido Republicano Mineiro (PRM)
- Como chegou
- eleição direta de 1º de março de 1922, como candidato de São Paulo e Minas contra a Reação Republicana
- Como saiu
- fim do mandato; passou o cargo a Washington Luís
- Nascimento
- Viçosa (MG), 1875
- Morte
- Rio de Janeiro (RJ), 1955
- Antes da presidência
- advogado; deputado federal pelo PRM (1909-1910 e 1915-1917) e presidente de Minas Gerais (1918-1922)
O governo em datas
Artur Bernardes, 1922–1926
- 15/11/1922Bernardes toma posse sob estado de sítio.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 25/01/1923Começa a guerra civil no Rio Grande do Sul, encerrada pelo Pacto de Pedras Altas.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 05/07/1924Revolta tenentista toma a cidade de São Paulo.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 11/07/1924Começa o bombardeio de bairros de São Paulo pela artilharia do governo.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 28/10/1924Luís Carlos Prestes subleva o batalhão de Santo Ângelo (RS).Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 07/09/1926Aprovada a reforma da Constituição de 1891.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
- 15/11/1926Bernardes passa o cargo a Washington Luís.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
O que o governo fez
Principais medidas
- 1923
Lei Elói Chaves
Criou caixas de aposentadoria e pensões nas ferrovias, com contribuições dos empregados e, em menor parte, das empresas.
Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur - 1923
Conselho Nacional do Trabalho
Órgão consultivo sobre jornada, salários, contratos coletivos e acidentes de trabalho.
Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur - 1923
Lei de Imprensa
O Decreto nº 4.743 punia ofensas ao presidente e responsabilizava em cadeia autor, editor, impressor e vendedor.
Octávio Brandão, Uma lei sobre a imprensa brasileira - 1925
Lei de férias
Obrigou comércio, indústria e bancos a conceder 15 dias de férias pagas por ano.
Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur - 1926
Reforma constitucional
Ampliou a intervenção federal nos estados, limitou o habeas corpus, deu veto parcial ao presidente e facilitou a expulsão de estrangeiros.
Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur - 1926
Saída da Liga das Nações
O Brasil deixou a Liga depois de não obter um lugar permanente no conselho.
Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur
Para entender o governo
O candidato contestado
Artur da Silva Bernardes nasceu em Viçosa (MG), em 1875, foi deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro e presidente de Minas Gerais de 1918 a 1922. Candidato de São Paulo e Minas, ele venceu a Reação Republicana em 1º de março de 1922, depois de uma campanha marcada pelas cartas falsas que lhe atribuíram ataques ao Exército. Bernardes foi o primeiro presidente a tomar posse sob estado de sítio, em 15 de novembro de 1922, e pôs na chefia de polícia do Distrito Federal um general acostumado a métodos repressivos. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, pp. 22-23; Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção "Na presidência da República")
Intervenções e Lei de Imprensa
O governo interveio no estado do Rio, mediou o fim da guerra civil do Rio Grande do Sul em 1923, decretou estado de sítio na Bahia em 1924 para empossar um aliado e anulou as seções em que o oposicionista Irineu Machado tinha vencido a eleição para senador no Distrito Federal. Bernardes negou anistia aos militares de 1922 e, em 1923, sancionou o Decreto nº 4.743, a Lei de Imprensa, que a oposição chamou de lei infame. Octávio Brandão escreveu na época que a lei punia com prisão ofensas ao presidente mesmo quando não fossem injúria ou calúnia e responsabilizava em cadeia autor, editor, impressor e vendedor, o que levava as gráficas a recusar os jornais operários. Segundo Brandão, o Partido Comunista estava na ilegalidade desde julho de 1922, e em 1923, sob o estado de sítio, a polícia saqueou a sua tipografia e apreendeu os seus livros. (Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção "Na presidência da República"; Octávio Brandão, Uma lei sobre a imprensa brasileira; Octávio Brandão, Reação e repressão)
A revolta de 1924 e o bombardeio de São Paulo
Em 5 de julho de 1924, militares e soldados da Força Pública comandados pelo general Isidoro Dias Lopes tomaram a cidade de São Paulo, com um programa vago que incluía liberdade de imprensa, voto secreto e o fim das velhas oligarquias. Bernardes restabeleceu o estado de sítio e, a partir de 11 de julho, mandou a artilharia bombardear bairros da cidade, e no dia 22 começou o bombardeio aéreo. O Arquivo Nacional registra 503 mortos e cerca de 4.800 feridos no ataque, e os revoltosos deixaram a cidade em 27 de julho. Depois da revolta, cerca de dez mil pessoas foram presas de forma arbitrária em São Paulo, e centenas de presos foram mandados para Clevelândia, no atual Amapá, onde o tifo fez muitas vítimas. (Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção "Na presidência da República"; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23)
A Coluna Prestes
Em 28 de outubro de 1924, o capitão Luís Carlos Prestes sublevou o batalhão de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, e em abril de 1925 suas tropas se juntaram aos revoltosos paulistas na Coluna Miguel Costa-Prestes. A coluna percorreu cerca de 25 mil quilômetros pelo interior, enfrentando tropas federais, polícias estaduais e jagunços dos latifundiários, até se internar na Bolívia, em 3 de fevereiro de 1927. O estado de sítio foi prorrogado sucessivamente até 31 de dezembro de 1926. (Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção "Na presidência da República")
Leis trabalhistas e café
Em 1923, Bernardes promulgou a Lei Elói Chaves, que criou caixas de aposentadoria e pensões nas ferrovias, com contribuições dos empregados e, em menor parte, das empresas, e criou o Conselho Nacional do Trabalho. No fim de 1925, ele sancionou a lei que obrigava comércio, indústria e bancos a dar 15 dias de férias pagas por ano, medidas que, segundo o historiador Francisco de Assis Barbosa, citado pelo CPDOC, eram frequentemente burladas pelos patrões. A inflação dobrou entre 1921 e 1923 com as emissões feitas para compensar a queda das exportações de café, o que, para o CPDOC, traduzia a aliança de Bernardes com o núcleo agrário-exportador paulista. A reforma constitucional de 7 de setembro de 1926 ampliou o poder de intervenção federal nos estados, limitou o habeas corpus e facilitou a expulsão de estrangeiros considerados indesejáveis. (Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção "Na presidência da República")
Como os marxistas leram o governo
Octávio Brandão escreveu Agrarismo e industrialismo em 1924, durante esse governo, e aplicou a dialética marxista à revolta de São Paulo. Para ele, Bernardes era a afirmação, o grande agrário e a grande propriedade rural, e Isidoro era a negação, o pequeno-burguês atrás do qual manobrava a grande burguesia industrial. A negação da negação seria a revolução proletária, que fundiria o operário com o camponês, e Brandão previa que, depois de uma vitória da pequena burguesia aliada aos industriais, viria a vitória proletária. Ele também via Bernardes como agente dos interesses ingleses e registrou que, contra a cidade de São Paulo, o governo mobilizou 18 mil homens. (Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 54-55, 95 e 138-139)
Para Nelson Werneck Sodré, o tenentismo expressava uma classe média que se rebelava sem enxergar a aliança dos senhores de terras com o imperialismo e que reduzia os problemas do país à corrupção e à fraude eleitoral. Ainda assim, ele destaca que os tenentes viraram ídolos nacionais, cercados de uma solidariedade passiva que poucos perceberam como sintoma. Bernardes passou o cargo a Washington Luís em 15 de novembro de 1926, apoiou a Revolução de 1930 em Minas, foi preso e exilado em 1932 e morreu no Rio de Janeiro em 1955. (Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 320-321; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23)
O que dizem os historiadores marxistas
Octávio Brandão
Na revolta de 1924, Bernardes era a afirmação, o grande agrário; Isidoro, a negação, o pequeno-burguês atrás do qual manobrava a burguesia industrial; a negação da negação seria a revolução proletária.
Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 138-139Octávio Brandão
Bernardes era agente dos interesses ingleses, ligado ao agrarismo do café.
Brandão, Agrarismo e industrialismo, p. 95Nelson Werneck Sodré
O tenentismo foi a rebeldia de uma classe média que não enxergava a aliança dos senhores de terras com o imperialismo, mas que ganhou uma solidariedade popular passiva.
Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 320-321
Leitura de classe do governo
- Regime
- oligárquico
- Bloco no poder
- núcleo agrário-exportador paulista e oligarquia mineira, associados ao capital financeiro inglês, sob estado de sítio quase permanente (CPDOC; Brandão, pp. 95 e 138-139)
- Relação com o imperialismo
- alinhamento
- Relação com os trabalhadores
- repressão, concessão
Lutas de classes no governo
- Coluna Prestes · 1924–1927 · Do Rio Grande do Sul e do Paraná ao Nordeste, por cerca de 25 mil quilômetros do interior, até a Bolívia
Para estudar este governo
BRANDÃO, Octávio. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, 1924. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006. Onde ler: pp. 54-55, 95 e 138-139.
SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Onde ler: pp. 319-321.
De onde vem cada afirmação desta página (33)
- FatoArtur Bernardes nasceu em Viçosa (MG), em 8 de agosto de 1875, e era advogado.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23
- FatoA Lei de Imprensa, chamada de lei infame, foi assinada em 1923 depois de dois anos de discussão no Congresso.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoSegundo Brandão, o Decreto nº 4.743, sancionado em 31 de outubro de 1923, punia ofensas ao presidente que não tivessem caráter de injúria ou calúnia com 3 a 9 meses de prisão e declarava sucessivamente responsáveis autor, editor, impressor e vendedor, o que levava as gráficas a recusar impressos revolucionários.Octávio Brandão, Uma lei sobre a imprensa brasileira, texto integral
- FatoSegundo Brandão, o Partido Comunista do Brasil estava na ilegalidade desde julho de 1922, e em 1923, sob o estado de sítio, a polícia saqueou a tipografia do partido e apreendeu seus livros e seu material de impressão.Octávio Brandão, Reação e repressão, texto integral
- FatoEm 5 de julho de 1924, cerca de mil homens do Exército e da Força Pública, sob o comando de Isidoro Dias Lopes, tomaram a cidade de São Paulo, com um programa impreciso que incluía liberdade de imprensa, voto secreto, a superação das velhas oligarquias e um vago nacionalismo.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoBernardes restabeleceu o estado de sítio, ordenou em 11 de julho de 1924 o bombardeio de bairros de São Paulo pela artilharia, e em 22 de julho começou o bombardeio aéreo; os revoltosos deixaram a cidade em 27 de julho.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoO bombardeio de São Paulo deixou 503 mortos e cerca de 4.800 feridos, segundo o Arquivo Nacional.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23
- FatoDepois da Revolução de 1924, cerca de dez mil pessoas foram presas de forma arbitrária em São Paulo, e centenas de presos foram enviados para Clevelândia, no atual Amapá, onde uma epidemia de tifo e as condições insalubres fizeram muitas vítimas.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoEm 28 de outubro de 1924, o capitão Luís Carlos Prestes sublevou o Batalhão de Engenharia de Santo Ângelo (RS), e em abril de 1925 a junção das tropas gaúcha e paulista formou a Coluna Miguel Costa-Prestes.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoA Coluna enfrentou tropas federais, polícias estaduais, jagunços das oligarquias e até cangaceiros, percorreu cerca de 25 mil quilômetros e se internou na Bolívia em 3 de fevereiro de 1927.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoO estado de sítio foi sucessivamente prorrogado até 31 de dezembro de 1926.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoBernardes foi deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (1909-1910 e 1915-1917) e presidente de Minas Gerais (1918-1922).Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23
- FatoEm 1923, Bernardes promulgou a Lei Elói Chaves, que instituiu caixas de aposentadoria e pensões em cada ferrovia, com contribuições dos empregados e, em menor proporção, das empresas, e criou o Conselho Nacional do Trabalho.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoNo fim de 1925, Bernardes sancionou a lei que obrigava estabelecimentos comerciais, industriais e bancários a conceder 15 dias de férias pagas por ano.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoO CPDOC cita Francisco de Assis Barbosa, para quem essas medidas eram precárias, sem fiscalização e frequentemente burladas pelos patrões.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoA inflação dobrou entre 1921 e 1923 por causa das emissões feitas para compensar a queda das exportações de café, e o CPDOC vê nas emissões a aliança de Bernardes com o núcleo agrário-exportador paulista.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoA reforma constitucional aprovada em 7 de setembro de 1926 ampliou a intervenção federal nos estados, limitou o habeas corpus, deu veto parcial ao presidente e criou mecanismos para expulsar estrangeiros considerados indesejáveis.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoEm 1926, o Brasil se retirou da Liga das Nações.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoBrandão escreveu Agrarismo e industrialismo em grande parte em agosto de 1924.Octávio Brandão, Agrarismo e industrialismo, nota da p. 37
- Interpretação · Octávio BrandãoPara Brandão, aplicando a dialética marxista à revolta de 1924, a afirmação é Artur Bernardes, o grande agrário, a grande propriedade rural; a negação é Isidoro Dias Lopes, o pequeno-burguês atrás do qual manobra o grande burguês industrial; e a negação da negação é a revolução proletária.Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 138-139
- Interpretação · Octávio BrandãoPara Brandão, a revolução proletária fundiria o industrialismo com o agrarismo, o operário com o camponês, e depois da vitória dos pequeno-burgueses aliados dos grandes burgueses industriais viria a vitória proletária.Brandão, Agrarismo e industrialismo, p. 139
- Interpretação · Octávio BrandãoPara Brandão, Bernardes era agente da Inglaterra.Brandão, Agrarismo e industrialismo, p. 95
- FatoO acordo entre São Paulo e Minas Gerais indicou Bernardes, e a Reação Republicana lançou Nilo Peçanha contra ele.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 22
- FatoSegundo Brandão, o fazendeiro de café mobilizou 1.591 homens contra Sergipe e 18 mil contra a cidade de São Paulo em 1924.Brandão, Agrarismo e industrialismo, p. 54
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, os elementos comprometidos nos levantes militares não percebiam que a aliança dos senhores de terras com o imperialismo sustentava a política vigente, e o tenentismo, fenômeno de classe média, supunha que bastava trocar os homens no poder e via a corrupção como vício fundamental do regime.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 320
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, os tenentistas se tornaram ídolos nacionais, cercados de uma onda de solidariedade passiva, sintomas importantes que passaram despercebidos a quase todos.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 321
- FatoBernardes foi um dos articuladores da Revolução de 1930 em Minas Gerais, foi preso e exilado depois de 1932 e morreu no Rio de Janeiro em 23 de março de 1955.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 23
- FatoEm outubro de 1921, o Correio da Manhã publicou cartas falsas atribuídas a Bernardes com ataques a Hermes da Fonseca e ao Exército.Sônia Dias (CPDOC/FGV), PESSOA, Epitácio, seção A sucessão presidencial
- FatoBernardes venceu as eleições de 1º de março de 1922.Sônia Dias (CPDOC/FGV), PESSOA, Epitácio, seção Oposição militar a Epitácio
- FatoBernardes foi o primeiro presidente a tomar posse na vigência do estado de sítio, em 15 de novembro de 1922, e entregou a chefia de polícia do Distrito Federal ao general Manuel Carneiro da Fontoura, habituado aos métodos repressivos mais radicais.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoO governo Bernardes decretou intervenção no estado do Rio, mediou a paz da guerra civil do Rio Grande do Sul com o Pacto de Pedras Altas (1923) e decretou estado de sítio na Bahia em março de 1924, quando o comandante militar empossou o bernardista Góis Calmon.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoEm abril de 1924, para derrotar Irineu Machado na eleição de senador do Distrito Federal, Bernardes fez validar os resultados das seções em que vencera Mendes Tavares e anular as demais.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
- FatoBernardes não concedeu anistia aos implicados na rebelião de julho de 1922.Mauro Malin (CPDOC/FGV), BERNARDES, Artur, seção Na presidência da República
Fontes desta página
- Arquivo Nacional. Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Dilma Rousseff, 3. ed. rev. e ampl. (2012). gov.br. Abrir ↗
- Mauro Malin (CPDOC/FGV). BERNARDES, Artur (verbete do Dicionário da Primeira República). cpdoc.fgv.br. Abrir ↗
- Octávio Brandão. Uma lei sobre a imprensa brasileira (A Correspondência Internacional, n. 95, ano III, 28 dez. 1923). marxists.org, 28/12/1923. Abrir ↗
- Octávio Brandão. Reação e repressão: carta do Brasil (A Correspondência Internacional, n. 21, ano IV, 9 abr. 1924). marxists.org, 09/04/1924. Abrir ↗
- BRANDÃO, Octávio. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, 1924. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006. Abrir ↗
- SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Abrir ↗
- Octávio Brandão. Agrarismo e industrialismo (PDF da 2. ed., Anita Garibaldi, 2006). marxists.org. Abrir ↗
- Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil (PDF digitalizado da edição Brasiliense, com marca da Biblioteca Nacional). marxists.org. Abrir ↗
- Sônia Dias (CPDOC/FGV). PESSOA, Epitácio (verbete do Dicionário da Primeira República). cpdoc.fgv.br. Abrir ↗