Estudos / História do Brasil / República de 1946 / Juscelino Kubitschek

República de 1946PSDViés: desenvolvimentismo associado ao capital estrangeiro
Juscelino Kubitschek
Governou de 31/01/1956 a 31/01/1961
Eleito em 1955 pela aliança PSD-PTB, com apoio dos comunistas, governou de 1956 a 1961 com o Plano de Metas, que acelerou a industrialização com capital estrangeiro, e construiu Brasília. A indústria cresceu 80% entre 1955 e 1961, mas a inflação voltou e cresceram o déficit externo e o endividamento. Para Francisco de Oliveira, o período forçou a acumulação capitalista e gestou a crise que culminou em 1964.
- Partido
- Partido Social Democrático (PSD), em coligação com o PTB
- Como chegou
- eleição direta de 3 de outubro de 1955, com 35,7% dos votos dados aos candidatos; a posse foi garantida pelo movimento militar de 11 de novembro de 1955
- Como saiu
- transmitiu o cargo a Jânio Quadros em 31 de janeiro de 1961
- Nascimento
- Diamantina (MG), 1902
- Morte
- via Dutra, perto de Resende (RJ), 1976
- Antes da presidência
- médico; prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), deputado federal pelo PSD (1946-1950) e governador de Minas Gerais (1951-1955)
O governo em datas
Juscelino Kubitschek, 1956–1961
- 31/01/1956Posse de Juscelino Kubitschek.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
- 19/09/1956Lei nº 2.874 leva a capital para o Planalto Central.Congresso Nacional, Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956
- 15/12/1959Lei nº 3.692 cria a Sudene.Congresso Nacional, Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959
- 21/04/1960Inauguração de Brasília.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
- 31/01/1961Juscelino passa o cargo a Jânio Quadros.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
O que o governo fez
Principais medidas
- 1956
Plano de Metas
Programa de crescimento industrial e de infraestrutura de transporte e energia, com incentivo ao capital estrangeiro.
Arquivo Nacional, Os presidentes e a República Conselho de Desenvolvimento
Planejamento por grupos de trabalho e grupos executivos de técnicos do Estado e empresas privadas.
Arquivo Nacional, Os presidentes e a República- 1956
Nova capital
Mudança da capital para o Planalto Central e criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital.
Congresso Nacional, Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956 - 1959
Sudene
Criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.
Congresso Nacional, Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959 - 1959
Ruptura com o FMI
Fim das negociações com o FMI sobre o plano de estabilização.
Arquivo Nacional, Os presidentes e a República Operação Pan-Americana
Proposta de desenvolvimento multilateral do continente com apoio norte-americano.
Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
Para entender o governo
O mineiro do PSD
Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina (MG), em 1902, e era médico. Foi deputado federal pelo Partido Progressista mineiro até o golpe de 1937, prefeito nomeado de Belo Horizonte de 1940 a 1945, fundador do Partido Social Democrático (PSD) em Minas Gerais, deputado federal e governador do estado de 1951 a 1955. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35)
Candidato da coligação do PSD com o PTB, tendo João Goulart como vice, Juscelino venceu a eleição de 1955 com 3.077.411 votos, 35,7% dos votos dados aos candidatos, com o apoio do PCB. Ele tomou posse em 31 de janeiro de 1956, depois da crise de novembro de 1955, num país de cerca de 60 milhões de habitantes. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35; Tribunal Superior Eleitoral, Votação nominal por UF, eleições de 1955; Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50)
O Plano de Metas
O governo foi marcado pelo Plano de Metas, que prometia cinquenta anos de progresso em cinco de governo e se traduziu sobretudo em crescimento industrial. Entre 1955 e 1961, a produção da indústria cresceu 80%, com destaque para o aço, as indústrias mecânicas, elétricas e de comunicações e os equipamentos de transporte, e o crescimento real foi de 7% ao ano entre 1957 e 1961. O planejamento passava pelo Conselho de Desenvolvimento e por grupos executivos que reuniam técnicos do Estado e empresas privadas, com estudos da Cepal e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE). (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35)
A Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, levou a capital para o Planalto Central e autorizou a criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, e Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960. Em 15 de dezembro de 1959, a Lei nº 3.692 criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35; Congresso Nacional, Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, arts. 1º e 2º; Congresso Nacional, Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959)
Para Francisco de Oliveira, o período forçou a aceleração da acumulação capitalista, com a implantação das indústrias automobilística, naval, de máquinas pesadas, de cimento e de papel e com a triplicação da siderurgia. Como quase não houve financiamento de governo a governo, o país recorreu a dívida externa privada de prazo curto, o que pressionou a balança de pagamentos. Ele lembra ainda que o discurso desenvolvimentista falava em consumo, mas que a industrialização foi guiada pelas necessidades da acumulação. (Oliveira, A economia brasileira, pp. 24 e 40-41)
As contradições
O Arquivo Nacional registra que a política econômica favoreceu a concentração do capital, com a entrada das multinacionais e pouco espaço para o pequeno capital. O aumento da produtividade não chegou aos preços nem aos salários, e as importações aprofundaram a dependência externa e o déficit da balança de pagamentos, o que trouxe de volta a inflação. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35)
Os ministros Lucas Lopes e Roberto Campos levaram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um plano de estabilização, do qual dependia um crédito de 300 milhões de dólares dos Estados Unidos. Em 1959, Prestes chamou o plano de Lopes de medida de inspiração norte-americana, ligada às condições do FMI para novos empréstimos. Em junho de 1959, Juscelino rompeu as negociações com o FMI, com o apoio do PCB. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35; Prestes, A situação política e a luta por um governo nacionalista e democrático, cap. II; Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50)
Caio Navarro de Toledo conta cerca de 180 greves entre 1958 e 1960, no governo de Juscelino. Jacob Gorender lembra que o governo não teve presos políticos e manteve a liberdade de imprensa. (Toledo, 1964: o golpe contra as reformas e a democracia, p. 19; Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50)
Como os marxistas leram o governo
Para Nelson Werneck Sodré, o governo teve duas faces até fevereiro de 1960. Numa estavam o ministro da Guerra nacionalista, o general Lott, que defendia a Petrobras, e a Frente Parlamentar Nacionalista; na outra, um ministério econômico de quadros antigos, a consolidação da Instrução 113, a saída sem limite dos lucros das empresas estrangeiras e um desenvolvimento apoiado só no capital externo. Sodré afirma que, quando Lott saiu para ser candidato, o governo se tornou homogêneo no sentido retrógrado, e a acomodação com o latifúndio e o imperialismo levou a inflação aos níveis mais altos até então. (Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 390-392)
Francisco de Oliveira vê no período Kubitschek a origem da crise que se acelerou de 1961 a 1963 e culminou em 1964. Para ele, desde antes de 1964 a renda das novas camadas médias crescia mais depressa que o salário real dos operários. (Oliveira, A economia brasileira, p. 55)
O PCB diante de Juscelino
Em 1958, Luiz Carlos Prestes reconheceu que, com Juscelino, ficou mais evidente o erro da tese do governo de traição nacional e da tática de derrubar o governo. Ele passou a ver no Estado a participação da burguesia interessada no desenvolvimento independente da economia nacional. Gorender lembra que o PCB apoiou o governo de forma condicional e via nele uma ala nacionalista e outra entreguista. Para Gorender, a Declaração de Março de 1958, que oficializou essa linha, tratou a burguesia com ilusão. (Prestes, São indispensáveis a crítica e a autocrítica de nossa atividade para compreender e aplicar uma nova política; Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50)
Nesta leitura
O que dizem os historiadores marxistas
Francisco de Oliveira
O período Kubitschek forçou a aceleração da acumulação capitalista, com endividamento externo de curto prazo, e gestou a crise que culminou em 1964.
Oliveira, A economia brasileira, pp. 24, 40-41 e 55Nelson Werneck Sodré
Governo misto, de duas faces, que se tornou homogêneo no sentido retrógrado em 1960, com desenvolvimento apoiado só no capital externo.
Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 390-392Jacob Gorender
O governo não era entreguista, e sim contraditório; o PCB o apoiou de forma condicional, com ilusões sobre a burguesia nacional.
Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50Luiz Carlos Prestes
Com Juscelino, a burguesia interessada no desenvolvimento independente participava do Estado, o que tornou errada a tese do governo de traição nacional.
Prestes, São indispensáveis a crítica e a autocrítica de nossa atividade para compreender e aplicar uma nova política
Leitura de classe do governo
- Regime
- democracia liberal restrita
- Bloco no poder
- composição entre velhas forças do PSD e do latifúndio e forças novas da burguesia industrial e do nacionalismo, com o capital estrangeiro à frente dos novos ramos industriais (Sodré, pp. 390-392; Oliveira, pp. 40-41)
- Relação com o imperialismo
- barganha
- Relação com os trabalhadores
- concessão, conciliação
Para estudar este governo
OLIVEIRA, Francisco de. A economia brasileira: crítica à razão dualista. 1972. Onde ler: pp. 24, 40-41 e 55.
Ler grátis: A economia brasileira: crítica à razão dualista ↗
TOLEDO, Caio Navarro de. 1964: o golpe contra as reformas e a democracia. São Paulo: Revista Brasileira de História (Associação Nacional de História), v. 24, n. 47, pp. 13-28, 2004. Onde ler: p. 19.
Ler grátis: 1964: o golpe contra as reformas e a democracia ↗
PRESTES, Luiz Carlos. A situação política e a luta por um governo nacionalista e democrático. 1959. Onde ler: cap. II.
Ler grátis: A situação política e a luta por um governo nacionalista e democrático ↗
GORENDER, Jacob. Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50. 2002.
Ler grátis: Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50 ↗
SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Onde ler: pp. 390-392.
PRESTES, Luiz Carlos. São indispensáveis a crítica e a autocrítica de nossa atividade para compreender e aplicar uma nova política. 1958.
De onde vem cada afirmação desta página (32)
- FatoBrasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoAlém do incentivo à entrada de capitais externos, o governo voltou-se para transporte e energia, criando infraestrutura para a expansão industrial.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoJuscelino foi chefe do Gabinete Civil de Minas Gerais (1933-1934), deputado federal pelo Partido Progressista mineiro de 1935 até o golpe de 1937, prefeito nomeado de Belo Horizonte (1940-1945), fundador do PSD em Minas, deputado federal (1946-1950) e governador do estado (1951-1955).Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoJuscelino concorreu pela coligação PSD-PTB, tendo como vice João Goulart, e tomou posse em 31 de janeiro de 1956, após grave crise política.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoA política econômica dos anos JK favoreceu a concentração de capital, com a entrada de empresas multinacionais, deixando poucas oportunidades para o pequeno capital.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoEntre 1955 e 1961, a produção industrial cresceu 80%, com destaque para as indústrias do aço, mecânicas, elétricas e de comunicações e de equipamentos de transporte; entre 1957 e 1961, a taxa de crescimento real foi de 7% ao ano.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoAs importações aprofundaram a dependência externa, elevaram o déficit da balança de pagamentos e influíram no retorno da inflação.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoO plano de estabilização de Lucas Lopes e Roberto Campos foi submetido ao FMI, que deveria avalizar um crédito de 300 milhões de dólares dos Estados Unidos; em junho de 1959, Juscelino rompeu as negociações com o FMI.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- Interpretação · Jacob GorenderO PCB resolveu apoiar condicionalmente o governo JK, no qual via uma ala nacionalista e outra entreguista; o governo não era entreguista, mas contraditório.Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50
- Interpretação · Jacob GorenderA Declaração de Março de 1958 tratou a burguesia de um modo que denuncia uma ilusão.Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50
- FatoEntre 1958 e 1960, no governo JK, ocorreram cerca de 180 greves.Toledo, 1964: o golpe contra as reformas e a democracia, p. 19
- FatoA Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, localizou a Capital Federal no Planalto Central e autorizou a constituição da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil.Congresso Nacional, Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, arts. 1º e 2º
- FatoO governo Juscelino caracterizou-se pela ausência de presos políticos e pela liberdade de imprensa.Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50
- FatoJuscelino morreu em acidente automobilístico na via Dutra, perto de Resende, em 22 de agosto de 1976.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoJuscelino Kubitschek de Oliveira, médico, nasceu em Diamantina (MG), em 12 de setembro de 1902.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- Interpretação · Francisco de OliveiraO período Kubitschek forçou a aceleração da acumulação capitalista, com a implantação dos ramos automobilístico, de construção naval, mecânica pesada, cimento, papel e celulose e a triplicação da capacidade da siderurgia.Oliveira, A economia brasileira, p. 40
- Interpretação · Francisco de OliveiraA ideologia desenvolvimentista do grupo Cepal-BNDE, base do Plano de Metas, privilegiava o consumo no discurso, mas a industrialização foi orientada pelas necessidades da acumulação.Oliveira, A economia brasileira, p. 24
- Interpretação · Francisco de OliveiraA crise que se gesta a partir do período Kubitschek acelera-se em 1961-1963 e culmina em 1964; a renda das novas classes médias cresceu mais rápido que a dos operários antes de 1964.Oliveira, A economia brasileira, p. 55
- Interpretação · Francisco de OliveiraSem financiamento de governo a governo, recorreu-se ao endividamento externo privado de curto prazo, o que pressionou a balança de pagamentos; a aceleração do período foi exagerada.Oliveira, A economia brasileira, p. 41
- FatoO governo propôs aos Estados Unidos a Operação Pan-Americana, de promoção multilateral do desenvolvimento do continente.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoEm 1955, o PCB resolveu respaldar a candidatura de Juscelino Kubitschek.Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50
- FatoJuscelino rompeu com o FMI apoiado pelo PCB e por outras forças políticas.Gorender, Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50
- FatoO planejamento estatal articulou-se em grupos de trabalho e grupos executivos ligados ao Conselho de Desenvolvimento, formados por técnicos do Estado e empresas privadas, e seguiu estudos da Cepal e do BNDE.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoA gestão de Juscelino foi marcada pelo Plano de Metas, cujo lema de cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo se traduziu sobretudo em crescimento industrial.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- FatoJuscelino iniciou o governo quando o país contava aproximadamente 60 milhões de habitantes.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- Interpretação · Luiz Carlos PrestesCom o governo Juscelino, tornou-se mais flagrante a incorreção da tese de governo de traição nacional e da tática de derrubada do governo; o Estado passara a contar com a participação da burguesia interessada no desenvolvimento independente da economia nacional.Prestes, São indispensáveis a crítica e a autocrítica de nossa atividade para compreender e aplicar uma nova política
- Interpretação · Luiz Carlos PrestesO Programa de Estabilização Monetária do ministro Lucas Lopes era de nítida inspiração norte-americana e correspondia às condições do FMI para novos empréstimos.Prestes, A situação política e a luta por um governo nacionalista e democrático, cap. II
- FatoO aumento de produtividade não foi transferido para os preços nem para os salários; alguns aumentos salariais e o subsídio ao petróleo e ao trigo buscavam atender às demandas sindicais.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 35
- Interpretação · Nelson Werneck SodréA partir de fevereiro de 1960, com a saída de Lott para a candidatura, o governo tornou-se homogêneo no sentido retrógrado, e a acomodação com o latifúndio e o imperialismo levou a inflação a limites inexcedidos.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 391
- Interpretação · Nelson Werneck SodréAté fevereiro de 1960, o governo teve duas faces: uma com o ministro da Guerra nacionalista e a Frente Parlamentar Nacionalista; outra com o ministério econômico, a consolidação da Instrução 113, a saída ilimitada de lucros e a política de desenvolvimento calcada só no capital externo.Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 390-391
- FatoA Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959, instituiu a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste.Congresso Nacional, Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959, ementa
- FatoJuscelino teve 3.077.411 votos, 35,7% dos votos dados aos candidatos na eleição de 1955.Tribunal Superior Eleitoral, Votação nominal por UF, eleições de 1955, soma das UFs; cálculo nosso
Fontes desta página
- Arquivo Nacional. Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Dilma Rousseff, 3. ed. rev. e ampl. (2012). gov.br. Abrir ↗
- Tribunal Superior Eleitoral. Votação nominal por UF, eleições de 1955 (Portal de Dados Abertos do TSE; somas nossas). cdn.tse.jus.br. Abrir ↗
- GORENDER, Jacob. Entrevista sobre o PCB e sua atuação nos anos 50. 2002. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956 (mudança da Capital Federal). planalto.gov.br, 19/09/1956. Abrir ↗
- Congresso Nacional. Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959 (institui a Sudene). planalto.gov.br, 15/12/1959. Abrir ↗
- OLIVEIRA, Francisco de. A economia brasileira: crítica à razão dualista. 1972. Abrir ↗
- PRESTES, Luiz Carlos. A situação política e a luta por um governo nacionalista e democrático. 1959. Abrir ↗
- TOLEDO, Caio Navarro de. 1964: o golpe contra as reformas e a democracia. São Paulo: Revista Brasileira de História (Associação Nacional de História), v. 24, n. 47, pp. 13-28, 2004. Abrir ↗
- SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Abrir ↗
- PRESTES, Luiz Carlos. São indispensáveis a crítica e a autocrítica de nossa atividade para compreender e aplicar uma nova política. 1958. Abrir ↗