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República da Espadasem partido (militar)Viés: governo militar da transição republicana
Deodoro da Fonseca
Governou de 15/11/1889 a 23/11/1891
Deodoro da Fonseca chefiou o golpe militar de 15 de novembro de 1889 e o governo provisório da República. No governo dele vieram o voto só para quem sabia ler, a separação entre Igreja e Estado, o Código Penal que punia a greve e a Constituição de 1891. Ele renunciou em novembro de 1891, depois de fechar o Congresso e enfrentar uma revolta da Marinha.
- Partido
- sem partido (militar)
- Como chegou
- chefiou o golpe militar de 15 de novembro de 1889 e o governo provisório; o Congresso Constituinte o elegeu presidente em 25 de fevereiro de 1891
- Como saiu
- renunciou em 23 de novembro de 1891, depois de dissolver o Congresso e diante da revolta da Marinha
- Nascimento
- Alagoas, atual Marechal Deodoro (AL), 1827
- Morte
- Rio de Janeiro (RJ), 1892
- Antes da presidência
- militar de carreira; lutou na Guerra do Paraguai, presidiu a província do Rio Grande do Sul e o Clube Militar (1887-1889)
O governo em datas
Deodoro da Fonseca, 1889–1891
- 15/11/1889Golpe militar derruba a monarquia; Deodoro assume o governo provisório.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República
- 19/11/1889Decreto nº 6 troca o voto por renda pela exigência de saber ler e escrever.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da
- 07/01/1890Decreto nº 119-A separa a Igreja do Estado.Governo Provisório, Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890
- 17/01/1890Decreto bancário de Rui Barbosa abre o Encilhamento.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da
- 11/10/1890Código Penal pune com prisão quem provoca a parada do trabalho por salário (art. 206).Governo Provisório, Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890
- 24/02/1891Promulgada a primeira Constituição republicana.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da
- 03/11/1891Deodoro dissolve o Congresso Nacional.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da
- 23/11/1891Revolta da Marinha e greve dos ferroviários; Deodoro renuncia.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da
O que o governo fez
Principais medidas
- 1889
Voto pela alfabetização
O Decreto nº 6 acabou com a exigência de renda e passou a exigir que o eleitor soubesse ler e escrever.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da - 1889
Grande naturalização
O Decreto nº 58-A tornou brasileiros os estrangeiros residentes que não declarassem, em seis meses, a vontade de manter a nacionalidade de origem.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da - 1890
Separação entre Igreja e Estado
O Decreto nº 119-A proibiu o governo de adotar ou vetar religiões e extinguiu o padroado.
Governo Provisório, Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890 - 1890
Reforma bancária de Rui Barbosa
Bancos de alguns estados puderam emitir moeda sem lastro em ouro para financiar empresas, o que abriu o Encilhamento.
Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da - 1890
Código Penal
O art. 206 punia com prisão quem causasse ou provocasse a parada do trabalho para impor aumento ou redução de salário.
Governo Provisório, Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890 - 1891
Constituição de 1891
Criou a república federativa e presidencialista e proibiu o alistamento eleitoral de analfabetos, mendigos e praças de pré (art. 70).
Congresso Nacional Constituinte, Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891
Para entender o governo
Do Clube Militar ao governo provisório
Manuel Deodoro da Fonseca nasceu em Alagoas, em 1827, e fez carreira no Exército, com passagem pela Guerra do Paraguai. De 1887 a 1889, ele presidiu o Clube Militar, à frente dos setores do Exército contrários à escravidão. Em 15 de novembro de 1889, Deodoro chefiou o golpe que derrubou a monarquia e assumiu o governo provisório. O primeiro decreto do novo governo adotou a república federativa e transformou as províncias em estados. (Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12; Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção "O governo provisório")
O que mudou no Estado
O governo provisório funcionou como uma ditadura até a reunião da Constituinte, o congresso eleito para escrever a nova Constituição. O Decreto nº 6, de 19 de novembro de 1889, acabou com a exigência de renda para votar e passou a exigir que o eleitor soubesse ler e escrever. Em 7 de janeiro de 1890, o Decreto nº 119-A proibiu o governo de adotar ou vetar religiões e acabou com o padroado, que era o controle do Estado sobre a Igreja Católica. A Constituição de 24 de fevereiro de 1891 manteve a barreira e proibiu o alistamento dos analfabetos, dos mendigos e dos praças de pré, que eram os soldados sem patente. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seções "O governo provisório" e "Presidente constitucional"; Governo Provisório, Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, art. 1º; Congresso Nacional Constituinte, Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, art. 70)
O mesmo governo tratou a greve como crime. Na redação original do Código Penal, de 11 de outubro de 1890, o art. 206 punia com um a três meses de prisão quem causasse ou provocasse a parada do trabalho para impor aumento ou redução de salário. O Decreto nº 85-A, de dezembro de 1889, que a oposição chamou de "decreto-rolha", permitia julgar numa comissão militar quem conspirasse contra a República e foi usado contra jornais. (Governo Provisório, Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890, art. 206; Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção "O governo provisório")
O Encilhamento
Em 17 de janeiro de 1890, um decreto do ministro da Fazenda, Rui Barbosa, autorizou bancos a emitir moeda sem lastro, isto é, sem reserva em ouro que garantisse o valor do dinheiro, para financiar novas empresas. O resultado foi uma onda de especulação na Bolsa, conhecida como Encilhamento, com falência de bancos e de empresas e com alta dos preços. Segundo Nelson Werneck Sodré, o dinheiro em circulação quase triplicou entre 1889 e 1891, passando de 206 mil para 561 mil contos de réis, a moeda da época. Para ele, a pressão por mais moeda vinha da troca do trabalho escravo pelo assalariado, que exigia dinheiro para pagar salários. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção "O governo provisório"; Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12; Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 301)
A queda
Em 25 de fevereiro de 1891, o Congresso Constituinte elegeu Deodoro presidente por 129 votos contra 97 dados a Prudente de Morais, e Floriano Peixoto foi eleito vice com 153 votos. O governo entrou em choque com o Congresso, principalmente por causa do barão de Lucena, um político ligado à monarquia que Deodoro pôs à frente do ministério. Em 3 de novembro de 1891, Deodoro dissolveu o Congresso e, no dia seguinte, decretou estado de sítio, que suspende garantias individuais, no Distrito Federal e em Niterói. Na madrugada de 23 de novembro, com os ferroviários do Rio em greve, unidades da Marinha se revoltaram, e Deodoro renunciou na mesma manhã. (Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção "Presidente constitucional")
Como os marxistas leem a Proclamação
Para Nelson Werneck Sodré, a mudança de regime só foi possível quando a classe dos senhores de terras se dividiu e uma de suas frações se aliou à classe média, que tinha nos militares a sua representação no poder. O aparelho de Estado do Império já não correspondia à economia do país, e a República derrubou o Poder Moderador, que era o poder pessoal do imperador sobre os outros poderes, o Senado vitalício, o voto por renda e a centralização. Sodré afirma que a classe dominante se livrou da monarquia do mesmo modo que tinha se livrado do trabalho escravo. A saída de Rui Barbosa da Fazenda e a volta de antigos titulares do Império ao governo mostravam, segundo ele, que os senhores de terras se recompunham e afastavam a classe média. (Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 294, 299, 300 e 304)
Décio Saes lê o período de outro modo. Para ele, a Abolição de 1888, a Proclamação de 1889 e a Constituinte de 1891 formam juntas a revolução política burguesa no Brasil, isto é, a troca do Estado escravista por um Estado burguês. Saes destaca que essa revolução política não trouxe a industrialização junto, e a indústria só passou a pesar mais que a agricultura no fim da década de 1950. Sodré via relações feudais e semifeudais no campo da Primeira República, enquanto Saes descreve o Estado criado em 1891 como um Estado já burguês. (Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, pp. 1 e 7; Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 309)
Octávio Brandão, que publicou em 1926 um ensaio marxista-leninista sobre a guerra de classes no Brasil, ligava os republicanos positivistas de 1891 ao industrialismo e aos Estados Unidos, de onde veio o modelo da Constituição. Na periodização que ele fez da história do proletariado industrial brasileiro, a primeira etapa, de preparação, começa em novembro de 1889 e vai até agosto de 1914. (Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 106-107 e 118)
O que dizem os historiadores marxistas
Nelson Werneck Sodré
A República nasceu da divisão da classe dos senhores de terras e da aliança passageira de uma de suas frações com a classe média, representada pelos militares; o novo regime adaptou o Estado à fase imperialista do capitalismo.
Sodré, Formação histórica do Brasil, pp. 294-300Décio Saes
A Abolição, a Proclamação e a Constituinte de 1891 formam a revolução política burguesa, que trocou o Estado escravista pelo Estado burguês sem trazer junto a industrialização.
Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, pp. 1 e 7 (síntese do livro de 1985)Octávio Brandão
Os republicanos positivistas de 1891 queriam o industrialismo e se voltavam para os Estados Unidos.
Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 106-107
Leitura de classe do governo
- Regime
- ditadura
- Bloco no poder
- senhores de terras em recomposição, sob a fração ligada ao café, em aliança passageira com a classe média representada pelos militares (Sodré, pp. 299-300 e 304)
- Relação com o imperialismo
- alinhamento
- Relação com os trabalhadores
- repressão
Para estudar este governo
SAES, Décio Azevedo Marques de. A formação do Estado burguês no Brasil (1888-1891). 1985.
BRANDÃO, Octávio. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, 1924. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006. Onde ler: pp. 106-107 e 118.
SAES, Décio Azevedo Marques de. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo. 2015. Onde ler: pp. 1 e 7.
SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Onde ler: pp. 293-301.
De onde vem cada afirmação desta página (32)
- FatoDeodoro da Fonseca nasceu em 5 de agosto de 1827, na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12
- FatoA Constituição de 1891 proibiu o alistamento eleitoral dos mendigos, dos analfabetos e das praças de pré.Congresso Nacional Constituinte, Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, art. 70, § 1º
- FatoNa redação original do Código Penal de 1890, o art. 206 punia com prisão celular de um a três meses quem causasse ou provocasse a cessação ou suspensão do trabalho para impor aumento ou diminuição de serviço ou salário.Governo Provisório, Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890, art. 206
- FatoO Decreto nº 85-A, de 23 de dezembro de 1889, apelidado de decreto-rolha, permitia julgar militarmente quem conspirasse contra a República e atingiu duramente a imprensa.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção O governo provisório
- FatoEm 17 de janeiro de 1890, por iniciativa de Rui Barbosa, um decreto facilitou a criação de bancos que podiam emitir moeda sem lastro em ouro e prata para financiar indústrias novas.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção O governo provisório
- FatoA política de Rui Barbosa gerou forte especulação financeira, o Encilhamento, com falência de bancos e empresas e escalada inflacionária.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seções O governo provisório e Presidente constitucional
- FatoO meio circulante cresceu de 206 mil contos de réis em 1889 para 561 mil em 1891.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 301
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, a pressão pelo aumento do meio circulante vinha principalmente da passagem do trabalho escravo ao assalariado.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 301
- FatoEm 25 de fevereiro de 1891, Deodoro foi eleito presidente pelo Congresso com 129 votos, contra 97 de Prudente de Morais, e Floriano Peixoto foi eleito vice-presidente com 153 votos.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção Presidente constitucional
- FatoEm janeiro de 1891, Deodoro chamou para reorganizar o governo o barão de Lucena, político monarquista recém-convertido à República, que atraiu a oposição do Congresso.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção Presidente constitucional
- FatoEm 3 de novembro de 1891, Deodoro dissolveu o Congresso e, no dia seguinte, decretou estado de sítio no Distrito Federal e em Niterói.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção Presidente constitucional
- FatoDeodoro participou da Guerra do Paraguai.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12
- FatoNa madrugada de 23 de novembro de 1891, com os ferroviários em greve no Rio de Janeiro, unidades da Marinha se revoltaram, e Deodoro renunciou na mesma manhã.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção Presidente constitucional
- FatoDeodoro morreu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1892.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, a mudança de regime ocorreu quando a classe dominante de senhores de terras se fracionou e uma de suas frações se compôs com outras classes ou camadas.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 294
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, o aparelho de Estado do Império tornara-se obsoleto, e a República derrubou o Poder Moderador, a vitaliciedade do Senado, a eleição à base da renda e a centralização, permitindo a participação transitória da classe média no poder.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 294
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, a classe dominante libertou-se da monarquia como de um fardo, tal como fizera com o trabalho escravo.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 299
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, a substituição de Rui Barbosa na Fazenda e a volta de velhos titulares da monarquia indicavam que a classe senhorial recompunha suas fileiras e afastava a representação da classe média.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 300
- Interpretação · Nelson Werneck SodréPara Sodré, a componente militar representava a classe média no poder.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 304
- Interpretação · Décio SaesPara Saes, a Abolição da escravidão, a Proclamação da República e a Assembleia Constituinte compõem a revolução política burguesa no Brasil, entre 1888 e 1891, que substituiu o Estado escravista pelo Estado burguês.Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, pp. 1 e 7; nota 1 remete a A formação do Estado burguês no Brasil (1888-1891)
- Interpretação · Décio SaesPara Saes, a revolução política burguesa não se fez acompanhar da industrialização, e as atividades industriais só passaram a predominar sobre as agrícolas no PIB no fim da década de 1950.Saes, Capitalismo e processo político no Brasil, pp. 1 e 7
- Interpretação · Nelson Werneck SodréSodré escreveu que, no campo, as relações feudais e semifeudais permitiam uma aparente estabilidade no período republicano.Sodré, Formação histórica do Brasil, p. 309
- FatoDeodoro presidiu o Clube Militar de 1887 a 1889, comandando os setores antiescravistas do Exército.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12
- Interpretação · Octávio BrandãoPara Brandão, os republicanos positivistas de 1891 queriam o industrialismo e se voltavam para a república norte-americana, de onde trouxeram o modelo da Constituição.Brandão, Agrarismo e industrialismo, pp. 106-107
- Interpretação · Octávio BrandãoBrandão dividiu a história do proletariado industrial brasileiro em etapas, sendo a primeira, de preparação ou gestação, de novembro de 1889 a agosto de 1914.Brandão, Agrarismo e industrialismo, p. 118
- FatoAgrarismo e industrialismo foi publicado em abril de 1926, sob o pseudônimo Fritz Mayer, com o subtítulo de ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil.Octávio Brandão, Agrarismo e industrialismo, folha de rosto e nota da edição
- FatoDeodoro assumiu a chefia do governo provisório da República em 15 de novembro de 1889.Arquivo Nacional, Os presidentes e a República, p. 12
- FatoO primeiro decreto do governo provisório, de 15 de novembro de 1889, adotou provisoriamente a forma republicana federativa e transformou as províncias em estados.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção O governo provisório
- FatoO governo provisório se constituiu como uma ditadura, por força da sua própria origem, e tinha como objetivo convocar a Assembleia Nacional Constituinte.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção O governo provisório
- FatoO Decreto nº 6, de 19 de novembro de 1889, considerou eleitor todo cidadão que soubesse ler e escrever, substituindo o critério de renda do Império pelo critério de instrução.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção O governo provisório
- FatoO Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, proibiu as autoridades federais e estaduais de estabelecer ou vedar religiões, consagrou a liberdade de cultos e extinguiu o padroado.Governo Provisório, Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, ementa e art. 1º
- FatoA Constituição foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891.Renato Lemos (CPDOC/FGV), FONSECA, Deodoro da, seção Presidente constitucional
Fontes desta página
- Arquivo Nacional. Os presidentes e a República: Deodoro da Fonseca a Dilma Rousseff, 3. ed. rev. e ampl. (2012). gov.br. Abrir ↗
- Renato Lemos (CPDOC/FGV). FONSECA, Deodoro da (verbete do Dicionário da Primeira República). cpdoc.fgv.br. Abrir ↗
- Governo Provisório. Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890. planalto.gov.br, 07/01/1890. Abrir ↗
- Congresso Nacional Constituinte. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891. planalto.gov.br, 24/02/1891. Abrir ↗
- Governo Provisório. Decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890 (Código Penal). planalto.gov.br, 11/10/1890. Abrir ↗
- SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. 1962. Abrir ↗
- SAES, Décio Azevedo Marques de. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo. 2015. Abrir ↗
- BRANDÃO, Octávio. Agrarismo e industrialismo: ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, 1924. São Paulo: Anita Garibaldi, 2006. Abrir ↗
- Nelson Werneck Sodré. Formação histórica do Brasil (PDF digitalizado da edição Brasiliense, com marca da Biblioteca Nacional). marxists.org. Abrir ↗
- Décio Azevedo Marques de Saes. Capitalismo e processo político no Brasil: a via brasileira para o desenvolvimento do capitalismo (Novos Rumos, v. 52, n. 1, 2015). revistas.marilia.unesp.br. Abrir ↗
- Octávio Brandão. Agrarismo e industrialismo (PDF da 2. ed., Anita Garibaldi, 2006). marxists.org. Abrir ↗