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Estudos / Combustíveis

O preço dos combustíveis

O preço na bomba depende de quem controla o petróleo, o refino e a distribuição. Este estudo junta a série oficial da ANP desde 2001, o preço em cada estado e município, quanto cada parte leva do litro, o ICMS de cada período, a história das refinarias e as decisões que mudaram a política de preços desde 1938.

● Último fato

28/10/2026

Os estados vão subir o ICMS dos combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027.

  • Diesel: de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro
  • Gasolina: de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro
  • Gás de cozinha: de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, R$ 0,91 a mais no botijão

Convênios ICMS 127 e 128/2026, do Confaz, no Diário Oficial de 28/10/2026 ↗

A série da ANPMédia Brasil · jul/2001 a set/2026

O preço na bomba desde 2001

Preço médio da gasolina comum, o litro, corrigido pela inflação, a preços de setembro de 2026
R$ 0R$ 2R$ 4R$ 6R$ 8R$ 10

Clique num mandato para aproximar o período. Os números abrem os marcos da linha do tempo.

Setembro de 2026R$ 6,54o litro, na média do Brasil
Maior preço corrigidoR$ 8,74em mai/2022
Desde julho de 2001, além da inflação-11%de R$ 7,37 para R$ 6,54

Fonte: ANP, Levantamento de Preços de Combustíveis, série mensal Brasil (preço médio de revenda). Correção pelo IPCA do IBGE (tabela 1737), a preços de setembro de 2026. Cálculo do Esquerda Valente.

Por estado e por municípioANP · setembro de 2026

Quanto custa onde você mora

Preço médio por estado em set/2026. Clique num estado para ver os municípios.
Rio Grande do Norte: R$ 6,83Santa Catarina: R$ 6,42Rio Grande do Sul: R$ 6,22Minas Gerais: R$ 6,32Goiás: R$ 6,66São Paulo: R$ 6,35Paraná: R$ 6,62Bahia: R$ 6,67Piauí: R$ 6,81Paraíba: R$ 6,42Maranhão: R$ 6,61Alagoas: R$ 6,66Mato Grosso: R$ 6,83Ceará: R$ 6,98Mato Grosso do Sul: R$ 6,41Pará: R$ 6,71Tocantins: R$ 6,95Sergipe: R$ 7,00Roraima: R$ 7,56Pernambuco: R$ 6,84Rio de Janeiro: R$ 6,61Amazonas: R$ 7,26Distrito Federal: R$ 6,66Espírito Santo: R$ 6,46Acre: R$ 7,47Rondônia: R$ 7,41Amapá: R$ 6,54
  1. R$ 6,22 a R$ 6,49
  2. R$ 6,49 a R$ 6,76
  3. R$ 6,76 a R$ 7,02
  4. R$ 7,02 a R$ 7,29
  5. R$ 7,29 a R$ 7,56

Fonte: ANP, Levantamento de Preços de Combustíveis, séries mensais por estado e por município; malhas do IBGE. No Brasil, a cor separa os estados em cinco faixas iguais de preço. No zoom, separa os municípios pesquisados do país em cinco grupos do mesmo tamanho.

Composição do preçoANP · semana de 18/10/2026

Para onde vai o dinheiro do litro

Gasolina comumR$ 6,49 o litro

  1. Gasolina A, refinaria ou importaçãoR$ 2,0331,3%
  2. Etanol anidroR$ 0,9915,3%
  3. Tributos federaisR$ 0,243,7%
  4. ICMSR$ 1,5724,2%
  5. Distribuição e revendaR$ 1,6725,7%

Diesel S10R$ 7,32 o litro

  1. Diesel A, refinaria ou importaçãoR$ 2,9440,2%
  2. BiodieselR$ 0,8211,2%
  3. Tributos federaisR$ 0,324,4%
  4. ICMSR$ 1,1716,0%
  5. Distribuição e revendaR$ 2,0728,3%

Semana a semana, desde abril de 2024

Gasolina A, refinaria ou importaçãode R$ 1,74 (20/09/2026) a R$ 3,06 (10/05/2026)
R$ 0R$ 2R$ 4
R$ 2,03
Etanol anidrode R$ 0,64 (14/04/2024) a R$ 1,06 (25/01/2026)
R$ 0R$ 2R$ 4
R$ 0,99
Tributos federaisde R$ 0,24 (18/10/2026) a R$ 0,70 (27/04/2025)
R$ 0R$ 2R$ 4
R$ 0,24
ICMSde R$ 1,37 (14/04/2024) a R$ 1,57 (28/12/2025)
R$ 0R$ 2R$ 4
R$ 1,57
Distribuição e revendade R$ 0,57 (10/05/2026) a R$ 1,76 (09/08/2026)
R$ 0R$ 2R$ 4
R$ 1,67

Os cinco gráficos usam a mesma escala, de R$ 0 a R$ 4, para comparar as partes. Passe o mouse ou use as setas para ver cada semana.

Fonte: ANP, Sínteses Semanais de Preços ↗, da nº 16/2024 (semana de 14/04/2024) à semana de 18/10/2026. Antes de abril de 2024 a ANP não publica o quadro, e 6 semanas faltam no arquivo dela. A Petrobras publica outra conta: na semana de 18/10/2026, ela contava R$ 0,06 de tributos federais na gasolina, e a ANP, R$ 0,24.

O imposto dos estadosConfaz · LC 192 e 194/2022

O ICMS dos combustíveis

Até 2022, cada estado cobrava uma porcentagem do preço. Em junho de 2022, a LC 194 proibiu porcentagem acima da alíquota geral de cada estado. Desde 2023, o ICMS é um valor fixo em reais por litro, igual em todo o país, que os estados decidem juntos no Confaz (LC 192/2022).

A gasolina, antes e depois do teto de 2022

1º/06/2022, antes do teto15/08/2022, depois do teto

  1. RJRio de Janeiro: 34% para 18%
  2. MG*Minas Gerais: 31% para 18%
  3. MA*Maranhão: 30,5% para 18%
  4. GOGoiás: 30% para 17%
  5. MS*Mato Grosso do Sul: 30% para 17%
  6. AL*Alagoas: 29% para 19%
  7. PB*Paraíba: 29% para 18%
  8. PR*Paraná: 29% para 18%
  9. PE*Pernambuco: 29% para 18%
  10. RN*Rio Grande do Norte: 29% para 18%
  11. SE*Sergipe: 29% para 18%
  12. TO*Tocantins: 29% para 18%
  13. BA*Bahia: 28% para 18%
  14. PA*Pará: 28% para 17%
  15. DF*Distrito Federal: 27% para 18%
  16. ESEspírito Santo: 27% para 17%
  17. RO*Rondônia: 26% para 17,5%
  18. AC*Acre: 25% para 17%
  19. AP*Amapá: 25% para 18%
  20. AM*Amazonas: 25% para 18%
  21. RS*Rio Grande do Sul: 25% para 17%
  22. RR*Roraima: 25% para 17%
  23. SC*Santa Catarina: 25% para 17%
  24. SPSão Paulo: 25% para 18%
  25. MT*Mato Grosso: 23% para 17%

Fonte: Fecombustíveis, Tributação dos Combustíveis por Estado (federação dos sindicatos de donos de posto). Os estados com * têm fonte única. Ceará e Piauí faltam no retrato de agosto. As datas de efeito do corte vêm do levantamento da IOB (27/07/2022).

Em 14/12/2022, o STF homologou o acordo entre estados e União, e o diesel, o gás natural e o GLP continuaram bens essenciais. Sobre a gasolina não houve consenso. Em 2023, 12 estados subiram a alíquota geral para 19% a 21%, segundo a nota técnica nº 023/2023 do Comsefaz.

O ICMS por litro, desde a cobrança fixa

ICMS por litro, em reais
Vale desdeDieselGasolinaConvênios do Confaz
01/05/2023 (diesel) e 01/06/2023 (gasolina)R$ 0,9456R$ 1,22199/2022 e 15/2023
01/02/2024R$ 1,0635R$ 1,3721172 e 173/2023
01/02/2025R$ 1,12R$ 1,47126 e 127/2024
01/01/2026R$ 1,17R$ 1,57112 e 113/2025
01/02/2027 (novo)R$ 1,30R$ 1,64127 e 128/2026

O refinoANP · Anuário Estatístico · 1996 a 2025

Quem refina o combustível do país

Refinarias em 202517com 85,9% da capacidade em uso
Capacidade da Petrobras78,6%em 2025; era 98,6% em 2020
Diesel importado26,8%do consumo de 2025; era 5,8% em 2005
Capacidade de refino por dono, em mil barris por dia

PetrobrasPrivadasDono sem dado na ANP

05001.0001.5002.0002.500
  1. 1996: 1.652 mil barris por dia, dono sem dado na ANP
  2. 1997: 1.842 mil barris por dia, dono sem dado na ANP
  3. 1998: 1.861 mil barris por dia, dono sem dado na ANP
  4. 1999: 1.890 mil barris por dia, dono sem dado na ANP
  5. 2000: 1.958 mil barris por dia, 98,7% da Petrobras
  6. 2001: 1.958 mil barris por dia, 89,0% da Petrobras
  7. 2002: 1.962 mil barris por dia, 88,8% da Petrobras
  8. 2003: 2.027 mil barris por dia, 89,2% da Petrobras
  9. 2004: 2.027 mil barris por dia, 89,2% da Petrobras
  10. 2005: 2.044 mil barris por dia, 89,3% da Petrobras
  11. 2006: 2.044 mil barris por dia, 89,3% da Petrobras
  12. 2007: 2.064 mil barris por dia, 89,0% da Petrobras
  13. 2008: 2.077 mil barris por dia, 89,0% da Petrobras
  14. 2009: 2.093 mil barris por dia, 89,1% da Petrobras
  15. 2010: 2.093 mil barris por dia, 98,1% da Petrobras
  16. 2011: 2.112 mil barris por dia, 98,2% da Petrobras
  17. 2012: 2.102 mil barris por dia, 98,2% da Petrobras
  18. 2013: 2.199 mil barris por dia, 98,3% da Petrobras
  19. 2014: 2.348 mil barris por dia, 98,4% da Petrobras
  20. 2015: 2.394 mil barris por dia, 98,4% da Petrobras
  21. 2016: 2.402 mil barris por dia, 98,4% da Petrobras
  22. 2017: 2.402 mil barris por dia, 98,4% da Petrobras
  23. 2018: 2.402 mil barris por dia, 98,4% da Petrobras
  24. 2019: 2.407 mil barris por dia, 98,6% da Petrobras
  25. 2020: 2.407 mil barris por dia, 98,6% da Petrobras
  26. 2021: 2.424 mil barris por dia, 82,3% da Petrobras
  27. 2022: 2.426 mil barris por dia, 80,4% da Petrobras
  28. 2023: 2.426 mil barris por dia, 78,5% da Petrobras
  29. 2024: 2.423 mil barris por dia, 78,6% da Petrobras
  30. 2025: 2.423 mil barris por dia, 78,6% da Petrobras

Quanto do consumo veio de fora

Dieselparte importada do consumo, por ano
0%25%50%
26,8% em 2025O maior valor da série foi 26,8%, em 2025.
Gasolina Aparte importada do consumo, por ano
0%25%50%
10,4% em 2025O maior valor da série foi 17,8%, em 2019.
Gás de cozinha (GLP)parte importada do consumo, por ano
0%25%50%
20,7% em 2025O maior valor da série foi 42,0%, em 1998.

As refinarias postas à venda em 2019

Em 2019, a Petrobras se comprometeu com o CADE a vender 8 refinarias. Três foram vendidas, uma venda foi desfeita, e em 2024 o CADE liberou a Petrobras de vender as outras.

Em janeiro de 2025, a refinaria privatizada da Bahia (Mataripe, da Acelen) vendia a gasolina a R$ 3,08 e o diesel S10 a R$ 3,79 o litro. A Petrobras vendia a R$ 3,01 e R$ 3,48. Correio ↗

As 17 refinarias em 2025

Refinarias em operação, da maior para a menor capacidade
RefinariaOndeDesdeMil barris por diaDono
ReplanPaulínia (SP)1972434,0Petrobras
RefmatSão Francisco do Conde (BA)1950377,4MC Brazil Downstream Participações S/A
ReducDuque de Caxias (RJ)1961251,6Petrobras
RevapSão José dos Campos (SP)1980251,6Petrobras
RefapCanoas (RS)1968220,1Petrobras
ReparAraucária (PR)1977213,9Petrobras
RPBCCubatão (SP)1955179,2Petrobras
RegapBetim (MG)1968166,1Petrobras
RnestIpojuca (PE)2014115,0Petrobras
RecapMauá (SP)195462,9Petrobras
ReamManaus (AM)195645,9Ream Participações S/A
3R PotiguarGuamaré (RN)200044,73R Petroleum Óleo e Gás S/A
ManguinhosRio de Janeiro (RJ)195417,3Perimeter Fundo de Investimentos de Ações e Xoroque Participações S/A
RiograndenseRio Grande (RS)193717,0Petrobras, Ultrapar Participações S/A e Braskem S/A
SsoilCoroados (SP)202112,5Sunshine State Oil Brasil Participações Ltda. e Hadeon Participações S/A
LubnorFortaleza (CE)196610,4Petrobras
Dax OilCamaçari (BA)20084,0Dax Oil Refino S.A.

Fonte: ANP, Anuário Estatístico (edições 2006 a 2026), dados abertos de carga processada e Lista de Agentes Econômicos. A Riograndense entra como privada, como na ANP. O Anuário 2026 calcula o fator de utilização com a carga do ano anterior; aqui o fator usa a carga do próprio ano.

Linha do tempo63 marcos, de 1938 a hoje

Do petróleo é nosso ao ICMS de 2027

63 marcos

  1. 1938

    1Regulação29/04/1938

    Nasce o Conselho Nacional do Petróleo

    No Estado Novo, o Decreto-Lei 395 declara de utilidade pública o abastecimento nacional de petróleo, nacionaliza a refinação, que passa a exigir direção de brasileiros natos, e cria o Conselho Nacional do Petróleo (CNP). O governo federal pode fixar limites máximo e mínimo para o preço de venda dos derivados.

    Decreto-Lei nº 395/1938, arts. 1º a 4º ↗
  2. 1938

    2Regulação07/07/1938

    O CNP controla o preço

    O Decreto-Lei 538 organiza o CNP como órgão autônomo, subordinado ao presidente da República, e dá a ele o poder de fixar, quando julgar conveniente, os limites máximo e mínimo dos preços de venda dos produtos refinados.

    Decreto-Lei nº 538/1938, arts. 1º e 10, c ↗
  3. 1939
  4. 1947

    4Luta1947 a 1953

    O petróleo é nosso

    O governo Dutra prepara o Estatuto do Petróleo, cujo projeto de 1948 dá concessões de exploração e refino a empresas de capital estrangeiro. Estudantes, sindicalistas, militares nacionalistas e intelectuais respondem com a campanha “O petróleo é nosso”, pelo monopólio estatal, que vai às ruas, como na manifestação de 15 de julho de 1948 no Rio de Janeiro.

    Arquivo Nacional, Os presidentes e a República (2012), p. 30; FRUS 1948, vol. IX, doc. 257; Gilberto Bercovici, Vermelho, 17/02/2015 ↗
  5. 1948

    5Pressão estrangeira06/01/1948

    Washington pressiona Dutra

    Um telegrama do Departamento de Estado dos Estados Unidos à embaixada no Rio se diz preocupado com a notícia de que o projeto de lei do petróleo reserva as refinarias e o transporte interno a brasileiros, lembra a promessa de Dutra ao embaixador Pawley de uma lei aceitável ao capital estrangeiro e autoriza a embaixada a pedir que Dutra adie o envio ao Congresso se o texto tiver cláusulas inaceitáveis.

    FRUS 1947, vol. VIII, doc. 416, pp. 466-467 ↗
  6. 1950
  7. 1953

    7Estatal03/10/1953

    Lei 2.004: a Petrobras e o monopólio

    Vargas sanciona a lei que cria a Petrobras e faz monopólio da União a pesquisa e a lavra, a refinação e o transporte marítimo e por dutos do petróleo. A União fica com pelo menos 51% das ações com voto. A distribuição fica fora do monopólio, e as refinarias privadas que já funcionavam continuam, proibidas de ampliar a capacidade.

    Lei nº 2.004/1953, arts. 1º, 11, 43 e 45 ↗
  8. 1954

    8Refinaria18/12/1954

    União, hoje Capuava (RECAP)

    Começa a operar em Mauá (SP) a refinaria privada União, projeto de 1947 dos irmãos Soares Sampaio. A Petrobras a incorpora em 03/06/1974 com o nome de Refinaria de Capuava.

    Petrobras, Refinaria de Capuava ↗
  9. 1955

    9Refinaria16/04/1955

    Cubatão (RPBC)

    A Petrobras inaugura em Cubatão (SP) a Refinaria Presidente Bernardes, a primeira grande refinaria construída por ela, que atendia então 50% do mercado nacional.

    Petrobras, Refinaria Presidente Bernardes ↗
  10. 1956
  11. 1961
  12. 1963

    12Estatal23/12/1963

    A Petrobras importa o petróleo

    No governo Goulart, o Decreto 53.337 obriga as refinarias privadas a usar petróleo nacional ou o fornecido pelo governo, e a Petrobras passa a fazer, sob a supervisão do CNP, as importações de petróleo de que elas precisam. O decreto cita as dificuldades do balanço de pagamentos.

    Decreto nº 53.337/1963, considerandos e art. 1º ↗
  13. 1964
  14. 1965

    14Regulação09/07/1965

    A ditadura revoga a encampação

    O Decreto 56.570, do governo Castelo Branco, revoga o decreto de 1964. Nos considerandos, o governo diz que a medida de Goulart fora expedida “em clima de tensão emocional e sob pressão de fôrças demagógicas e ideológicas” e cita uma CPI da Câmara que julgou a desapropriação inoportuna.

    Decreto nº 56.570/1965, considerandos ↗
  15. 1966

    15Refinaria1966

    Fortaleza (LUBNOR)

    A Petrobras inaugura em Fortaleza (CE) a unidade de asfalto e lubrificantes hoje chamada Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor).

    Petrobras, Lubnor ↗
  16. 1968
  17. 1968
  18. 1971
  19. 1972
  20. 1972
  21. 1973
  22. 1974
  23. 1975

    23Regulação10/1975

    Contratos de risco

    Diante da crise do petróleo e da dívida externa, o governo Geisel defende contratos de risco entre a Petrobras e empresas estrangeiras para procurar petróleo no país. No governo Figueiredo, esses contratos se estendem a todo o território nacional.

    Arquivo Nacional, Os presidentes e a República (2012), pp. 48 e 49 ↗
  24. 1975

    24Regulação14/11/1975

    Proálcool

    O Decreto 76.593, de Geisel, institui o Programa Nacional do Álcool, para atender o mercado interno e externo e a política de combustíveis automotivos, com incentivo à produção de álcool de cana, de mandioca ou de outro insumo.

    Decreto nº 76.593/1975, arts. 1º e 2º ↗
  25. 1977
  26. 1979
  27. 1980
  28. 1988

    28Regulação05/10/1988

    O monopólio na Constituição

    O art. 177 da Constituição faz monopólio da União a pesquisa e a lavra, a refinação, a importação e a exportação e o transporte de petróleo. O § 1º proíbe a União de ceder qualquer participação na exploração, o que veda novos contratos de risco. O art. 45 do ADCT mantém os contratos de risco em vigor e as refinarias privadas da Lei 2.004.

    Constituição de 1988, art. 177 (texto original) e ADCT, art. 45 ↗
  29. 1995

    29Luta03/05/1995

    Greve dos petroleiros

    Os petroleiros entram na greve das estatais convocada pela CUT contra as privatizações e cobram da Petrobras os acordos de 1994, enquanto a Câmara discute o fim do monopólio. O TST julga a greve abusiva. Em 24 de maio, o Exército ocupa a REPAR, a REPLAN, a RECAP e a REVAP, e dois dias depois o TST repete a decisão. A FUP indica o fim da greve em 2 de junho, depois de 32 dias.

    FUP, cartilha 20 anos da greve de 1995 (2015), pp. 11 a 14; Carlos Lucena, Trabalho Necessário v. 18, nº 35 (2020), pp. 94 e 95 ↗
  30. 1995

    30Regulação09/11/1995

    Fim do monopólio

    A Emenda Constitucional 9, do governo Fernando Henrique, permite à União contratar empresas estatais ou privadas para a pesquisa, a lavra, o refino, a importação, a exportação e o transporte de petróleo, nas condições de uma lei futura, e proíbe medida provisória sobre o tema. A Câmara discutiu a proposta (PEC 6/1995) em dois turnos, em 7 e 20 de junho de 1995.

    Emenda Constitucional nº 9/1995; Câmara dos Deputados, 60 anos da Petrobras, década de 90 ↗
  31. 1997

    31Regulação06/08/1997

    Lei do Petróleo

    A Lei 9.478 cria a ANP e o Conselho Nacional de Política Energética e prevê, no art. 69, a transição para os preços livres.

    Lei nº 9.478/1997 ↗
  32. 2001

    32Imposto19/12/2001

    Nasce a CIDE

    A Lei 10.336 cria a CIDE, a contribuição federal sobre os combustíveis.

    ANP, preços ↗
  33. 2002

    33Política de preço01/01/2002

    Preços livres

    Começa o regime de liberdade de preços, e o governo deixa de fixar o preço dos derivados.

    ANP, preços ↗
  34. 2011

    34Política de preço2011 a 2014

    Preço abaixo do internacional

    No governo Dilma, a Petrobras vende combustível abaixo do preço internacional e perde US$ 41 bilhões nessas vendas, pela conta do IPEA.

    IPEA, Radar nº 53 ↗
  35. 2014

    35Refinaria2014

    Ipojuca (RNEST)

    A Refinaria Abreu e Lima começa a operar em Ipojuca (PE) com o primeiro conjunto de unidades, 34 anos depois da última refinaria construída pela Petrobras.

    Petrobras, Refinaria Abreu e Lima ↗
  36. 2016

    36Política de preço14/10/2016

    Paridade de importação (PPI)

    No governo Temer, a Petrobras de Pedro Parente decide não vender abaixo da paridade internacional e revisar os preços pelo menos uma vez por mês.

    Petrobras, 14/10/2016 ↗
  37. 2017

    37Política de preço03/07/2017

    Reajuste a qualquer momento

    A Petrobras passa a reajustar os preços “a qualquer momento, inclusive diariamente”.

    novaCana ↗
  38. 2018

    38Luta21/05/2018

    Greve dos caminhoneiros

    Começa a greve contra a alta do diesel. Em 30 de maio, a MP 838 dá subvenção de até R$ 0,30 por litro ao diesel, com teto de R$ 9,5 bilhões, e vira a Lei 13.723/2018.

    Senado, MP 838/2018 ↗
  39. 2019

    39Privatização11/06/2019

    Acordo com o CADE

    No governo Bolsonaro, o CADE homologa o compromisso da Petrobras de vender 8 refinarias: RNEST, RLAM, REPAR, REFAP, REGAP, REMAN, LUBNOR e SIX.

    CADE, nota da Superintendência-Geral ↗
  40. 2019

    40Privatização25/07/2019

    A BR Distribuidora sai do controle

    Uma oferta de R$ 9,6 bilhões em ações reduz a fatia da Petrobras na BR para 37,5%, e a estatal perde o controle da distribuidora.

    Petrobras, relatório 6-K à SEC ↗
  41. 2020

    41Privatização23/12/2020

    Venda da Liquigás

    A Petrobras conclui a venda da sua distribuidora de gás de cozinha por R$ 4,0 bilhões a Copagaz, Nacional Gás e Itaúsa.

    Agência Brasil ↗
  42. 2021

    42Privatização30/06/2021

    O resto da BR

    A Petrobras vende o que restava da BR por R$ 11,36 bilhões. No mês seguinte, a empresa passa a se chamar Vibra.

    Forbes Brasil ↗
  43. 2021

    43Privatização30/11/2021

    Refinaria da Bahia vendida

    Termina a venda da RLAM ao fundo Mubadala, de Abu Dhabi, assinada em março por US$ 1,65 bilhão. A Acelen assume a refinaria com o nome de Mataripe.

    InfoMoney ↗
  44. 2021

    44Política de preço2021 a 2022

    Dividendos recordes

    A Petrobras paga R$ 101,4 bilhões em dividendos em 2021 e R$ 215,7 bilhões em 2022.

    CartaCapital ↗
  45. 2022

    45Imposto11/03/2022

    ICMS cobrado uma vez só

    A LC 192 manda cobrar o ICMS dos combustíveis uma vez só, em reais por litro e igual no país.

    LC nº 192/2022 ↗
  46. 2022

    46Imposto23/06/2022

    Teto do ICMS

    A LC 194 torna o combustível um bem essencial, limita o ICMS à alíquota geral e zera PIS, Cofins e CIDE da gasolina e do etanol até o fim de 2022.

    LC nº 194/2022 ↗
  47. 2022

    47Subsídio14/07/2022

    Estado de emergência

    A EC 123 decreta estado de emergência pelo preço do petróleo e libera R$ 41,25 bilhões em auxílios, somados os limites.

    EC nº 123/2022 ↗
  48. 2022

    48Privatização30/11/2022

    Manaus e o xisto do Paraná vendidos

    A REMAN vai para a Atem por US$ 257,2 milhões, e a SIX, unidade de xisto do Paraná, vai para a F&M Resources por US$ 41,6 milhões, em 4 de novembro.

    eixos; Brasil de Fato ↗
  49. 2023

    49Privatização28/02/2023

    Vendas suspensas

    O Ministério de Minas e Energia pede à Petrobras que suspenda as vendas de ativos por 90 dias.

    Poder360 ↗
  50. 2023

    50Imposto01/03/2023

    Volta o PIS e a Cofins

    A MP 1.163 volta a cobrar PIS e Cofins de R$ 0,47 por litro de gasolina e R$ 0,02 de etanol. O diesel volta a pagar o valor integral, R$ 0,35, em janeiro de 2024.

    Agência Senado ↗
  51. 2023

    51Política de preço16/05/2023

    Fim do PPI

    No governo Lula, a Petrobras troca a paridade de importação por uma nova estratégia comercial e baixa a gasolina A em R$ 0,40, para R$ 2,78, e o diesel A em R$ 0,44, para R$ 3,02.

    O Povo ↗
  52. 2023

    52Imposto01/06/2023

    ICMS fixo por litro

    O ICMS passa a ser um valor fixo, de R$ 0,9456 por litro de diesel desde 1º de maio e de R$ 1,22 por litro de gasolina desde 1º de junho.

    Convênios ICMS 199/2022 e 15/2023 ↗
  53. 2023

    53Privatização27/11/2023

    A refinaria do Ceará fica

    A Petrobras rescinde o contrato de venda da LUBNOR à Grepar, e a venda não se conclui.

    Diário do Nordeste ↗
  54. 2024

    54Privatização22/05/2024

    O CADE libera a Petrobras

    O CADE desobriga a Petrobras de vender REPAR, RNEST, REGAP, REFAP e LUBNOR.

    Metrópoles ↗
  55. 2024

    55Política de preço09/07/2024

    Gasolina sobe 7%

    A Petrobras sobe a gasolina A em R$ 0,20, ou 7,12%, para R$ 3,01 o litro.

    Agência Brasil ↗
  56. 2026

    56Mercado mundial28/02/2026

    Guerra no Oriente Médio

    Começa a guerra, e o petróleo Brent sobe mais de 50%, segundo a Folha.

    Folhapress, em ES Hoje ↗
  57. 2026

    57Subsídio12/03/2026

    Diesel sem PIS e Cofins

    O Decreto 12.875 zera o PIS e a Cofins do diesel, e a MP 1.340 dá subvenção de R$ 0,32 por litro, com teto de R$ 10 bilhões. Dois dias depois, a Petrobras sobe o diesel em R$ 0,38, ou 11,6%.

    Diário do Transporte; SBT News ↗
  58. 2026

    58Subsídio07/04/2026

    Diesel importado

    A MP 1.349 dá até R$ 1,20 por litro ao diesel importado, metade da União e metade do estado.

    Agência Senado ↗
  59. 2026

    59Subsídio29/05/2026

    Gasolina sobe, subvenção compensa

    A Petrobras sobe a gasolina A em R$ 0,48, e a subvenção de R$ 0,44 da MP 1.358 deixa um aumento líquido de R$ 0,04.

    Cenário Energia ↗
  60. 2026

    60Subsídio01/06/2026

    Subvenção de R$ 1,12

    A MP 1.363 dá subvenção de R$ 1,12 por litro ao diesel, e o diesel A cai de R$ 3,65 para R$ 3,30.

    Cenário Energia ↗
  61. 2026

    61Subsídio09/09/2026

    Novo corte de tributo

    O Decreto 13.116 corta R$ 0,63 por litro de PIS e Cofins da gasolina e zera o do etanol hidratado. Uma nova MP dá R$ 1,00 por litro ao diesel.

    Governo Federal, 09/09/2026 ↗
  62. 2026

    62Imposto09/10/2026

    Gasolina sem tributo federal

    O Decreto 13.134 zera PIS, Cofins e CIDE da gasolina de 10 de outubro a 9 de novembro de 2026.

    Decreto nº 13.134/2026 ↗
  63. 2026

    63Imposto28/10/2026

    Os estados sobem o ICMS

    Os Convênios ICMS 127 e 128/2026 sobem o ICMS a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os estados dizem que seguem a LC 192, pela média de preços da ANP de fevereiro a setembro de 2026, período da alta da guerra.

    Comsefaz, nota de 2027 ↗

A tradiçãoo que é nosso vem marcado como resumo

O que os marxistas já disseram

  • marxista-leninistaO petróleo é nosso; imperialismo; burguesia nacional

    Nelson Werneck Sodré

    Formação histórica do Brasil · Brasiliense, São Paulo, 1962

    “Ao assinar, em 3 de outubro de 1953, a lei 2.004, criando a Petrobrás, não podia apresentar-se como criador da emprêsa estatal; seu govêrno, muito ao contrário, perseguira duramente os movimentos de massas em defesa daquela solução.” (p. 386)

    Resumo nosso: a Petrobras nasceu da luta de massas pelo monopólio estatal, e o governo Vargas, que assinou a Lei 2.004, tinha reprimido essa luta. Depois de agosto de 1954, o grupo que chegou ao governo tentou destruir a empresa e recuou diante da opinião do país. Entre as medidas de um desenvolvimento independente do imperialismo, Sodré lista o monopólio de Estado e a autossuficiência no abastecimento de petróleo.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistaimperialismo; monopólio; partilha do mundo

    Vladímir Lênin

    Imperialismo, estágio superior do capitalismo, cap. V (A partilha do mundo entre as associações de capitalistas) · Arquivo Marxista na Internet, 1916

    “A indústria do petróleo oferece-nos um exemplo elucidativo de uma tentativa de nova partilha deste gênero, da luta para o conseguir.” (cap. V; o texto do MIA traz ‘urna’ por erro de digitalização)

    Resumo nosso: Lênin usa a indústria do petróleo como exemplo da luta dos monopólios pela partilha do mundo. A Standard Oil, de Rockefeller, disputou o mercado com o grupo Rothschild e Nobel e com os bancos alemães, que em 1907 aceitaram um acordo desvantajoso com ela. O acordo perderia a validade se a Alemanha criasse o monopólio estatal do petróleo, e o projeto desse monopólio foi adiado.

    Ler a fonte ↗
  • marxistarenda da terra; rentismo

    Leda Maria Paulani

    Acumulação e rentismo: resgatando a teoria da renda de Marx para pensar o capitalismo contemporâneo · Revista de Economia Política, v. 36, n. 3, pp. 514-535, 2016

    “O exemplo brasileiro da exploração do petróleo ilustra esse tipo de rentismo.” (p. 527)

    Resumo nosso: Paulani usa a teoria da renda de Marx para explicar o rentismo de hoje. No petróleo, a renda vem de um recurso esgotável do subsolo, e o Estado costuma patrocinar esse rentismo. Para ela, a Constituição de 1988 vedava o contrato de concessão, e a Lei 9.478/1997 o adotou, entregando ao concessionário as rendas do setor em vez de deixá-las sob controle do Estado.

    Ler a fonte ↗
  • marxistasubimperialismo; dependência

    Ruy Mauro Marini

    A acumulação capitalista mundial e o subimperialismo · Outubro, n. 20, 1º semestre de 2012, pp. 27-70 (original em espanhol, 1977), 1977

    “como mostra o caso do petróleo no qual o papel dos Estados nacionais dependentes na reprodução do capital tem se acentuado” (p. 64)

    Resumo nosso: nos anos 1970 o Brasil dependente passou a exportar capital e a buscar matérias-primas e fontes de energia no exterior, como o petróleo, por meio das estatais e de créditos, e Marini chama esse movimento de subimperialismo (p. 62). No petróleo, diz ele, cresce o papel dos Estados dependentes na reprodução do capital.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistadependência; refino; integração da cadeia

    André Tokarski

    Economia: Foco em rentabilidade ofusca função social da Petrobras · Fundação Maurício Grabois, 2024

    “tornou-se exportador de petróleo cru, mas é dependente da importação de derivados para garantir o abastecimento do mercado interno de combustíveis” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: o Brasil produz mais petróleo do que consome desde 2014 e virou exportador de cru, mas depende de derivados importados. Tokarski liga esse paradoxo aos planos de negócios da Petrobras: a fatia do investimento em abastecimento (refino, transporte e comercialização) caiu de 35% no plano 2010-2014 para 18% no plano 2014-2018, e o plano 2015-2019 pôs como prioridade a desalavancagem e a geração de valor. Com o PIB crescendo acima de 3% ao ano, o país ficaria mais exposto ao dólar e ao preço do barril.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistaimperialismo; monopólio

    Luiz Carlos Prestes

    Nossa política: Prestes aponta aos brasileiros o caminho da libertação (Manifesto de Agosto) · Problemas, revista mensal de cultura política, nº 29, ago.-set. de 1950 (Arquivo Marxista na Internet), 1950

    “O petróleo continua sob a ameaça avassaladora da Standard Oil, que faz às escancaras a mais despudorada campanha de suborno e corrupção.” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: o manifesto do PCB põe o petróleo entre as riquezas ameaçadas pelos monopólios norte-americanos e acusa a Standard Oil de comprar apoio para a entrega do petróleo brasileiro.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistaO petróleo é nosso; frente única; burguesia nacional

    Augusto César Buonicore

    Comunistas e militares nacionalistas na campanha “O petróleo é nosso!” · Fundação Maurício Grabois, 2016

    “O núcleo central da campanha pelo monopólio estatal do petróleo estava nas Forças Armadas, especialmente na sua oficialidade nacionalista, e nos comunistas.” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: a campanha virou movimento nacional de massas em 1948, contra o Estatuto do Petróleo do governo Dutra, com a criação do CEDPEN em abril daquele ano. O projeto de Vargas, enviado em dezembro de 1951, fazia da Petrobras uma empresa de economia mista, aberta ao capital privado e estrangeiro. Comunistas e militares nacionalistas atacaram o projeto e defenderam o monopólio estatal, e a Fiesp apoiou a versão de Vargas.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistaICMS; paridade de importação

    Leonardo Godim

    O aumento dos combustíveis e a farsa de Bolsonaro · PCB (portal do partido), 2021

    “A redução de impostos, porém, não ataca o motivo da alta nos preços.” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: os reajustes do começo de 2021 vieram da paridade de importação. Ao culpar o ICMS dos estados, Bolsonaro desviou a responsabilidade do governo federal e protegeu o projeto privado para o setor, que depende da indexação aos preços internacionais para garantir mercado às importadoras.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistaICMS; paridade de importação

    Iram Alfaia

    Zerar impostos sobre combustíveis é proposta eleitoreira · Vermelho (portal do PCdoB), 2022

    “Trata-se de uma medida que não altera em nada o Preço de Paridade de Importação (PPI) por meio do qual os valores dos combustíveis estão atrelados ao dólar.” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: o PCdoB tratou o teto de 17% para o ICMS e a compensação aos estados, propostos pelo governo Bolsonaro em 2022, como medida eleitoral que deixava intacta a causa da alta, a paridade de importação.

    Ler a fonte ↗
  • marxista-leninistacontrole operário; monopólio estatal

    Unidade Classista dos Petroleiros (corrente sindical do PCB)

    Pela Petrobrás 100% estatal! · PCB (portal do partido), 2022

    “defendemos que a empresa, e todo o setor energético, sejam 100% estatais, e estejam sob gestão dos trabalhadores da indústria do petróleo e escrutínio direto de conselhos populares deliberativos” (texto on-line, sem paginação)

    Resumo nosso: a corrente lembra a presença do PCB na campanha ‘O petróleo é nosso’ no fim dos anos 1940, critica a venda da BR Distribuidora e a mudança no regime de partilha do pré-sal e defende o setor energético inteiro estatal, sob gestão dos trabalhadores e controle de conselhos populares.

    Ler a fonte ↗
  • sindicalprivatização do refino e da distribuição; paridade de importação

    INEEP (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra, ligado à FUP)

    Boletim de Preços dos Combustíveis nº 41 (dados de setembro de 2026) · INEEP, 2026

    “As medidas fiscais são instrumentos relevantes, mas emergenciais e de eficácia limitada diante de choques prolongados.” (p. 1)

    Resumo nosso: com o Brent a US$ 114,16 em setembro de 2026, alta de 25,3% no mês, a Petrobras manteve os menores preços de refinaria, e as refinarias privatizadas seguiram o PPI ou ficaram acima dele. A Ream vendeu o diesel a R$ 7,34 o litro, contra R$ 3,31 da Petrobras. No GLP, o PPI levaria o preço a R$ 51,37, e a Petrobras cobrou R$ 34,67. O INEEP conclui que a coordenação estatal dos preços ficou limitada pela venda da BR Distribuidora (2021) e da Liquigás (2020).

    Ler a fonte ↗
  • contraponto declaradoparidade de importação

    Petrobras (diretoria executiva de Pedro Parente)

    Adotamos nova política de preços de diesel e gasolina · Petrobras, blog Fatos e Dados (cópia guardada pelo Poder360), 2016

    “A diretoria executiva definiu que não praticaremos preços abaixo desta paridade internacional.”

    Resumo nosso: a Petrobras justificou a paridade de importação pela perda de mercado para os importadores, que já atendiam 14% da demanda de diesel. A política somou ao PPI uma margem para riscos e lucro e passou a revisar os preços pelo menos uma vez por mês.

    Ler a fonte ↗

O PPI acabou em 2023? Duas leituras

Acabou

Christiane Peres (reportagem com a bancada do PCdoB)

Fim da paridade internacional tornará Petrobras mais competitiva · Vermelho (portal do PCdoB), 2023

“Os tempos de submissão da Petrobras à política de paridade internacional de preços chegaram ao fim.” (Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara, citada na reportagem)
Ler a fonte ↗

Foi só atenuado

Felipe Coutinho (vice-presidente da AEPET), entrevistado

70 anos da Petrobras e soberania nacional: ‘Exportação de 45% do petróleo é uma política colonial’ · A Nova Democracia, 2023

“Exportação de 45% do petróleo é uma política colonial” (título da entrevista, atribuído ao entrevistado)
Ler a fonte ↗

Nas palavras delefala literal, com o minuto

O que o Jones Manoel disse

Trechos da legenda automática dos vídeos dele, só com nomes próprios corrigidos. Cada trecho leva ao minuto do vídeo. Os trechos com números que ainda não conferimos ficaram de fora.

  • 15/02/2020 · 6:24 a 7:58

    Refino e divisão internacional do trabalho

    “eles são muito liberal que diz que para um país se desenvolver basta ter liberdade econômica [...] na real não um país ele é um país soberano com desenvolvimento científico técnico com tecnologia com capacidade de produtividade complexa a depender da sua posição na divisão internacional do trabalho e o que ele produz [...] a partir do momento que a gente deixa de refinar o petróleo no brasil prejudicando todo o setor da cadeia petroquímica [...] o brasil está assumindo cada vez mais um papel de país dependente subdesenvolvido”
    Refinando a dependência - contra o desmonte da Petrobras ↗
  • 09/03/2024 · 25:00 a 26:45

    Centro e periferia: o nome disso é dependência

    “um bocado de estatal estrangeira explorando o nosso petróleo enquanto o Brasil bate recordes na exportação de petróleo cru e cada vez mais importa derivados do petróleo a clássica relação descrita pelo Raúl Prebisch da Cepal elas são centro periferia né a gente exporta produtos primários importa produtos industrializados de maior complexidade [...] nem parece que a gente é um dos países mais ricos em petróleo no mundo sabe qual o nome disso O nome disso é Imperialismo o nome disso é dependência capitalismo dependente”
    O petróleo não é mais nosso ↗
  • 09/03/2024 · 21:55 a 23:39

    Refinarias para baixar o custo de vida

    “o governo Inclusive inclusive poderia muito bem tentar amarrar até consensos entre os próprios setores proprietários do capitalismo brasileiro [...] ó a gente quer criar as condições para baixar de maneira sustentável e permanente o custo de vida e o custo da energia no Brasil a partir dos derivados do petróleo e do petróleo para isso a gente precisa retomar as refinarias a gente precisa acelerar a construção de novas refinarias a gente precisa retomar cadeias de distribuição da Petrobras”
    O petróleo não é mais nosso ↗
  • 17/01/2025 · 14:26 a 16:10

    Refinaria privada não segue o preço da Petrobras

    “e aqui gente dado básico para você trans petróleo bruto em kerosen de aviação em gasolina em óleo diesel em outros derivados do petróleo [...] você precisa ter refinarias [...] A partir do momento que essas refinarias elas estão privatizadas elas não precisam seguir a política de preços da Petrobras [...] a Refinaria Isaac Sabbá era a única do norte do Brasil a única pública Então significa que o norte do Brasil inteiro está descoberta da política pública para os combustíveis executada pela Petrobras”
    Inflação e o preço da gasolina. Por quê o combustível tá caro? ↗
  • 17/01/2025 · 22:01 a 23:14

    Refinar aqui alivia a balança de pagamentos

    “não existe industrialização sem baixar o custo da energia viu gente [...] se o Brasil faz um esforço de refinar o combustível e garantir uma produção de 100% da gasolina e do óleo diesel e nós consumimos isso faz com que a gente deixe de importar deixar de importar significa deixar de usar dólar [...] vai sair menos dólar porque a gente não tá mais importando o combustível reduz a pressão na balança de pagamento ISO ajuda a controlar o câmbio”
    Inflação e o preço da gasolina. Por quê o combustível tá caro? ↗
  • 14/03/2026 · 9:23 a 11:07

    O mercado repassa a alta antes da Petrobras

    “Antes da Petrobras reajustar os combustíveis, vamos lá, já na terça-feira os postos de gasolina em Recife e em outras cidades estavam todos reajustando o preço dos combustíveis. Isso foi possibilitado pelo projeto político tocado pelo Michel Temer e pelo Bolsonaro no interesse das petroleiras estrangeiras de abrir o mercado brasileiro, desregulamentar, privatizar para dar mais espaço para empresas importadoras de combustível [...] eles começaram a aumentar o preço se aproveitando de um medo de aumento”
    Como baixar o preço dos combustíveis? ↗

Nossos cortes sobre a pauta

Os cortes estão também na trilha Petróleo, combustíveis e soberania, na ordem de estudo.

Vídeos completos e recomendados

Vídeos completos, nos canais dos autores. O que é nosso aparece nesta página como conceito, resumo e fonte.

O que está em jogo4 conceitos

As perguntas e os conceitos que respondem

Fontes e métododados abertos

Como este estudo foi feito

Preços
ANP, Levantamento de Preços de Combustíveis: planilhas mensais da média Brasil, por estado, por região e por município. A ANP não publicou setembro de 2020, e o mês fica em branco. Só os municípios do levantamento têm preço.
Inflação
IBGE, IPCA, número-índice (SIDRA, tabela 1737). O preço corrigido é o preço do mês vezes o índice de setembro de 2026, dividido pelo índice do mês.
Composição
ANP, Sínteses Semanais de Preços, desde a nº 16/2024. A Petrobras publica a própria composição, que diverge da ANP em algumas parcelas.
ICMS
Convênios do Confaz e notas do Comsefaz para o valor por litro; Fecombustíveis, IOB e imprensa para as alíquotas de 2017 a 2023. De 2001 a 2016 não existe série pública por estado.
Refino
ANP, Anuário Estatístico (edições 2006 a 2026), dados abertos de carga processada e Lista de Agentes Econômicos. A parte importada é a importação dividida pelo consumo aparente.
Linha do tempo
Leis e decretos (Planalto e Câmara), documentos da Petrobras, do CADE e do Arquivo Nacional, documentos do Departamento de Estado dos EUA e imprensa quando há dois veículos. Cada marco leva à sua fonte.
A tradição e o Jones
Textos com data e localizador. A fala do Jones vem da legenda automática, com o minuto. A tese de cada texto é resumo nosso.
Cuidados
O produto “óleo diesel” da série é hoje o diesel B S500; a composição e o mapa usam o diesel S10. O gás de cozinha é o botijão de 13 kg.
Baixar os dados do estudo

Para ler

Sodré conta como a Petrobras nasceu da luta de massas. Marx e Paulani explicam a renda do petróleo, Marini e Lênin explicam a dependência e o monopólio.

  • SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. Brasiliense, 1962. Ler grátis ↗
  • MARX, Karl. O capital, livro III. Trad. Rubens Enderle. Boitempo, 2017.
  • PAULANI, Leda Maria. Acumulação e rentismo: resgatando a teoria da renda de Marx para pensar o capitalismo contemporâneo. Revista de Economia Política, v. 36, n. 3, 2016, p. 527. Ler grátis ↗
  • MARINI, Ruy Mauro. “Dialética da dependência” e outros escritos. Org. João Pedro Stedile e Roberta Traspadini. Expressão Popular, 2022.
  • LÊNIN, Vladímir. Imperialismo, estágio superior do capitalismo. Boitempo, 2021.
  • DALLA COSTA, Luiz Alencar. A indústria do petróleo. Expressão Popular, 2021.